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Tudo sobre o Exame de Amniocentese pra Gestantes

Você sabe o que é o exame de amniocentese? Veja o que é e por que ele pode ser tão importante para a saúde do seu bebê!

Leitura: 6 min
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Toda gestante sabe, ou pelo menos deveria saber, como é importante o acompanhamento pré-natal durante toda a gestação. Para quem tem plano de saúde, é ainda mais fácil monitorar a sua saúde e a do feto, já que ele cobre todos os exames necessários. É no pré-natal, por exemplo, que se descobre se alguma coisa tem chance de não estar bem e se é preciso fazer o exame de amniocentese. Ele não é um exame de rotina, mas, uma vez indicado, pode identificar várias síndromes cromossômicas. Veja por que ele é tão importante.

Quando deve ser feito o exame de amniocentese

Durante o pré-natal, é feito todo o acompanhamento da gravidez. É possível especificar a dieta mais apropriada, por exemplo, de acordo com as necessidades vitamínicas individuais.

A pressão arterial é monitorada, assim como vários possíveis problemas que possam colocar a saúde de mãe e do bebê em risco. Para isso, são realizados diversos exames de rotina, que tanto visam prevenir quanto corrigir alguma possível adversidade.

São vários e periódicos esses exames de rotina: hemograma, exames de fezes e de urina, curva glicêmica, reação a toxoplasmose e à rubéola, sorologia para HIV e hepatites virais, sorologia para citomegalovírus, Papanicolau e ultrassonografias.

No entanto, quanto algum desses exames aponta alguma coisa errada ou deixa se mostra inconclusivo, são pedidos exames mais específicos. A amniocentese é um deles.

Na amniocentese, uma amostra do líquido amniótico é retirada para análise em laboratório. No entanto, como é um exame invasivo, só é recomendado a partir da 15ª semana – e apenas quando os exames anteriores apontarem alguma alteração.

Quais os problemas detectados pela amniocentese

A amniocentese indica o sexo do bebê e diagnostica centenas de síndromes cromossômicas, entre outros problemas. Os mais comuns são:

  • Defeitos congênitos no tubo neural. A anencefalia (ausência parcial ou total do cérebro e da calota craniana) e a espinha bífida (anormalidade congênita do sistema nervoso) podem ser detectados mais tardiamente pelo ultrassom);
  • Possíveis infecções no bebê que podem causar sequelas graves. Entre elas estão a zica, parvovirose, herpes e sífilis;
  • Doenças hereditárias que afetam o sangue, como a talassemia, hemofilia e anemia falciforme;
  • Incompatibilidade do fator Rh entre mãe e bebê (criança Rh positivo e mãe Rh negativo);
  • Problemas cromossômicos como a trissomia do cromossomo 18 e a Síndrome de Down;
  • Doenças como a fibrose cística.

Ainda que seja bastante incomum a sua realização apenas por esse motivo, a amniocentese pode indicar a paternidade do bebê por exame de DNA antes do nascimento.

amniocentese

O que fazer se algum problema for identificado no exame?

Além de possíveis problemas encontrados nos exames de rotina do pré-natal, a amniocentese também é indicada quando há casos de anormalidades genéticas ou congênitas por parte da família da mãe ou do pai.

Nos casos menos graves, o conhecimento prévio do problema colabora para o atendimento mais assertivo ao bebê logo ao nascer. Quanto mais precoce o tratamento, maior as chances de sucesso e conforto para a criança. Da mesma forma, a amniocentese também prepara os pais e a família para receber uma criança com necessidades especiais.

No entanto, quando uma anomalia ou defeito genético mais grave é detectado, como a Síndrome de Down, por exemplo, a Justiça brasileira não permite a interrupção da gravidez – ao contrário do que ocorre em diversos países.

Ainda assim, na análise caso a caso, alguns juízes têm autorizado a realização de aborto seletivo. O exame de amniocentese, então, serve como fundamento para a tomada de decisão.

É bom lembrar que o processo da Justiça deve ser acompanhado por um representante do Ministério Público ou advogado especializado. Mas nem sempre a autorização é concedida.

Qual a melhor época da gravidez para fazer o exame?

O exame é mais indicado entre a 15ª e 18ª semana. O exame é invasivo e pode acarretar alto risco para o bebê se for feito antes da 14ª semana.

A partir do segundo trimestre, a quantidade de líquido amniótico já é grande o suficiente para reduzir o risco. No entanto, em casos especiais e sob alta recomendação, pode ser feito já a partir da 12ª semana.

Através do ultrassom, o médico localiza o melhor lugar da barriga para inserir uma agulha e retirar amostra do líquido. Este contém células, susbtâncias e microrganismos do bebê que indicam a saúde da criança.

Após a punção, que dura cerca de 5 minutos, o médico monitora a saúde do bebê. É preciso averiguar se há contração do útero e o batimento cardíaco do feto para garantir que não houve estresse.

Alguns sinais de alerta são:

  • Calafrios, mal-estar ou sensação de gripe;
  • Dor na barriga ou nas costas;
  • Saída de líquido pela vagina;
  • Sangramento mais intenso;
  • Contrações;
  • Febre.

Apesar de a amniocentese ser considerada um exame seguro, os riscos existem. Aproximadamente uma em cada 100 mulheres perdem o bebê após a punção e uma em cada mil, o procedimento causa infecção grave.

O plano de saúde com obstetrícia garante também a cobertura do bebê automaticamente por até 30 dias após o nascimento.

(Fontes: Babycenter, CordVida, AtivoSaúde)

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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