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Medicamentos Para Mulheres Saúde

Saiba mais sobre os anticoncepcionais e conheça os que aumentam o risco de Trombose

Leitura: 6 min
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Desenvolvida em 1960 e distribuída no Brasil dois anos depois, a pílula anticoncepcional é o preferido por 14 milhões de brasileiras (61%) para evitar a gravidez. Apesar de estarem muito mais seguras hoje do que há 50 anos, quando os níveis de estrogênio eram dez vezes maiores e havia 150 vezes mais derivados de progesterona, alguns anticoncepcionais ainda oferecem riscos para a saúde, como a trombose.

É verdade que esse risco aumenta de acordo com a presença de outros fatores, principalmente o tabagismo e a diabetes.

Como a melhor forma de prevenção é a informação, veja agora os anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose, mas lembre-se de que nada substitui uma consulta com seu ginecologista do plano de saúde para esclarecer todas as dúvidas.

anticoncepcionais

O que é trombose

Antes de saber quais os anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose, é interessante entender mais sobre o que é esse problema.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a trombose venosa ocorre pela coagulação do sangue nas veias em locais e momentos inadequados, já que a coagulação é uma espécie de defesa do próprio organismo.

Em 90% dos casos, devido ao efeito da gravidade, ela ocorre nos membros inferiores, mas podem ocorrer em qualquer meio do organismo.

A trombose ocorre devido a um trauma, alteração do poder de coagulação do sangue ou por má circulação sanguínea. Quando ela ocorre, o fluxo de sangue é interrompido e, se o coágulo se desprender, pode causar sérios danos ao organismo, como embolia pulmonar.

Ela pode ocorrer em veias (trombose venosa) ou artérias (trombose arterial), nesse caso podendo causar AVC ou infarto agudo do miocárdio. Os principais sintomas são inchaço e dor.

Pílula aumenta o risco de trombose em até 6 vezes

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as pílulas anticoncepcionais modernas, que contêm drospirenona, ciproterona, gestodeno ou desogestrel, aumentam entre 4 e 6 vezes o risco de trombose, em um ano, em relação às mulheres que não usam contraceptivos compostos por hormônios combinados.

O risco é duas vezes menor com os anticoncepcionais mais antigos, compostos apenas por derivados de progesterona.

Isso ocorre porque o contraceptivo causaria resistência às proteínas C-reativas, anticoagulantes naturais do organismo.

O risco, no entanto, ainda assim é considerado pequeno, mesmo quando agravado por outros fatores, como obesidade, diabetes, cefaleia com aura, tabagismo e histórico familiar da doença.

Assim como qualquer outro medicamento, o ideal é nunca tomar um contraceptivo sem receita médica, já que o ginecologista deverá escolher o melhor método de acordo com cada caso.

Para mulheres fumantes com mais de 35 anos, por exemplo, o uso da pílula é totalmente contraindicado.

O ginecologista do plano de saúde deverá fazer um questionário para averiguar as particularidades de cada mulher e analisar os fatores que podem levar ao aparecimento de efeitos colaterais, por isso nunca se deve tomar pílula ou qualquer outro método por conta própria.

O médico deverá analisar também a interação da pílula com outros medicamentos que a mulher esteja fazendo uso, seja prolongado ou não.

Quais são os anticoncepcionais que aumentam o risco de e trombose

Ainda que seja pequeno, a Anvisa divulgou alguns dos anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose.

Um dos alertas é sobre a pílula Diane 35, principalmente para pacientes com histórico de processos trombóticos venosos ou arteriais. Além de anticoncepcional, o medicamento é usado também para o controle da acne, ovários policísticos e hirsutismo (excesso de pelos).

Outros anticoncepcionais que também estão na mira da Anvisa são o Yaz, Yasmin e Elaine Ciclo. Estudos realizado pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador americano, a probabilidade das mulheres que tomam as pílulas anticoncepcionais Yaz e Yasmin de desenvolver trombose é de 10 em cada 10 mil.

Para as outras pílulas anticoncepcionais, as chances caem para 6 em cada 10 mil mulheres.

É bom lembrar, no entanto, que o anticoncepcional não é o único fator de risco para a trombose. Os médicos não costumam prescrever a pílula para mulheres que já têm varizes ou varicoceles, por exemplo.

Outros são o sedentarismo, o tabagismo, neoplasia, mulheres que já tiveram aborto espontâneo, trauma, neoplasia ou situação de repouso prolongado, além do fator genético. A cada 100 mil mulheres em todo o mundo, 15 a 20 são diagnosticadas com trombose causada pela pílula anticoncepcional.

Por isso é indispensável que a escolha da pílula ou método contraceptivo seja individualizada, feita apenas pelo seu ginecologista do plano de saúde. Apenas assim é possível reduzir os riscos para a saúde.

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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