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Medicamentos Para Mulheres Saúde

Saiba mais sobre os anticoncepcionais e conheça os que aumentam o risco de Trombose

Leitura: 10 min
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Desenvolvida em 1960 e distribuída no Brasil dois anos depois, a pílula anticoncepcional ainda é a escolha de 14 milhões de brasileiras (61%) para evitar a gravidez. Muito mais seguras do que há 50 anos, quando os níveis de estrogênio eram dez vezes maiores e havia 150 vezes mais derivados de progesterona do que hoje, as pílulas ainda oferecem riscos para a saúde, como a trombose por anticoncepcional.

É verdade que esse risco aumenta de acordo com a presença de outros fatores, principalmente o tabagismo e a diabetes. A melhor forma de prevenção é a informação, por isso veja, neste texto, os anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose.

Lembre-se de que nada substitui uma consulta com o ginecologista do seu plano de saúde para esclarecer todas as dúvidas. Boa leitura!

Afinal, o que é a trombose

Antes de saber quais os anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose, é interessante entendermos mais sobre o que é esse problema.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), a trombose venosa ocorre por conta da coagulação do sangue nas veias em locais e momentos inadequados, uma espécie de defesa do próprio organismo. Em 90% dos casos, devido ao efeito da gravidade, ela acontece nos membros inferiores, mas podem atingir qualquer lugar do organismo.

A trombose resulta de um trauma — alteração do poder de coagulação do sangue ou má circulação sanguínea. Com isso, o fluxo de sangue é interrompido e, caso o coágulo se desprenda, isso pode causar sérios danos ao organismo, como a embolia pulmonar.

Quando ela surge nas veias é conhecida como trombose venosa, já nas artérias chama-se de trombose arterial, nesse último caso pode causar AVC ou infarto agudo do miocárdio. Destacando que os principais sintomas são inchaço e dor.

A pílula aumenta o risco de trombose em até 6 vezes

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as pílulas anticoncepcionais modernas, que contêm drospirenona, ciproterona, gestodeno ou desogestrel, aumentam entre quatro e seis vezes o risco de trombose, em um ano, em relação às mulheres que não usam contraceptivos compostos por hormônios combinados.

Entretanto, o risco ainda é duas vezes menor comparado com os anticoncepcionais mais antigos, compostos apenas por derivados de progesterona. Isso ocorre porque o contraceptivo causava resistência às proteínas C-reativas, anticoagulantes naturais do organismo.

O risco, no entanto, ainda assim é considerado pequeno, mesmo quando agravado por outros fatores, como a obesidade, diabetes, cefaleia com aura, o tabagismo e histórico familiar da doença, que é um fator bastante relevante.

O ginecologista tende a pesquisar antes de recomendar ou não o uso do medicamento. Assim como qualquer remédio, o ideal é nunca tomar um contraceptivo sem receita médica, já que o ginecologista deverá escolher o melhor método de acordo com cada caso.

Para mulheres fumantes com mais de 35 anos, por exemplo, o uso da pílula tende a ser contraindicado. O ginecologista do seu plano de saúde deverá fazer um questionário para averiguar as particularidades de cada mulher e analisar os fatores que podem levar ao aparecimento de efeitos colaterais, por isso nunca se deve tomar pílula ou qualquer outro método por conta própria.

Além do que foi apontado, o médico também deverá analisar a interação da pílula com outros medicamentos que a mulher esteja fazendo uso, seja prolongado ou não.

Outros fatores que aumentam o risco de trombose

Como você pôde ver ao longo deste conteúdo, a pílula anticoncepcional é um item que pode aumentar o risco de trombose em mulheres, sobretudo aquelas que têm predisposição ao problema. Porém, existem outros fatores que não podem ser menosprezados. Confira abaixo alguns deles.

Gravidez

A gravidez é um dos fatores que aumentam o risco de trombose. Quando uma mulher engravida, ela sofre alterações no sistema de coagulação, aumentando o risco de trombos, além do volume extra do feto aumentar a pressão sobre as veias da pelve e das pernas. Por isso, o acompanhamento médico e a realização de exames é tão importante.

Imobilidade

A imobilidade ou mesmo a mobilidade reduzida são fatores que aumentam o risco de trombose. Aliás, quanto maior o tempo imóvel, mais chances de você ter o problema. Viagens longas de avião e trabalhar por longos períodos na posição sentada também atrapalham a circulação, elevando a possibilidade da doença.

Obesidade

Não é difícil supor que o peso em excesso seja um fator que também aumenta o risco de trombose, uma vez que o quadro pode ser coadjuvante no surgimento de diversos problemas vasculares. O acúmulo de gordura no abdômen e os quilos extras exercem mais pressão sobre as veias de membros inferiores, diminuído o retorno do sangue venoso.

Quais são os anticoncepcionais que aumentam o risco de trombose

Ainda que o risco seja considerado pequeno, a Anvisa divulgou alguns dos anticoncepcionais que podem aumentar o risco de trombose. Os médicos não costumam prescrever a pílula para mulheres que já têm varizes ou varicoceles, por exemplo.

Um alerta é referente à pílula Diane 35, principalmente para pacientes com histórico de processos trombóticos venosos ou arteriais. Além de anticoncepcional, o medicamento é usado também para o controle da acne, ovários policísticos e hirsutismo (excesso de pelos).

Outros anticoncepcionais que também estão na mira da Anvisa são o Yaz, Yasmin e Elaine Ciclo. Estudos realizados pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão fiscalizador americano, reforçam a probabilidade de 10 em cada 10 mil mulheres que tomam as pílulas anticoncepcionais Yaz e Yasmin desenvolverem trombose.

Para as outras pílulas anticoncepcionais, as chances caem para 6 em cada 10 mil mulheres. A cada 100 mil mulheres, em todo o mundo, 15 a 20 são diagnosticadas com trombose causada pela pílula anticoncepcional.

No entanto, é bom lembrar que o anticoncepcional não é o único fator de risco para a trombose. Outros prováveis ocasionadores são o sedentarismo, o tabagismo, a neoplasia, o aborto espontâneo, traumas, situação de repouso prolongado, além do fator genético.

Alguns dos principais sintomas de trombose

Agora que você já aprendeu sobre a influência dos anticoncepcionais no surgimento de quadros de trombose e conheceu os outros fatores que aumentam o risco do problema, vamos mostrar quais são os sintomas que podem auxiliar no diagnóstico. Confira a seguir quais são elas.

Dor

A dor é, definitivamente, um dos principais sintomas de trombose e qualquer médico sabe disso, uma vez que é um dos sinais clássicos para pensar no diagnóstico do problema. Ela tem uma intensidade bastante elevada e sem causa aparente, como traumas e lesões externas. Entretanto, vale lembrar que parte dos pacientes pode ser assintomático.

Inchaço

O inchaço no membro acometido pela trombose, que os médicos chamam de edema, também é um dos principais sintomas dessa patologia. Ele pode surgir de maneira difusa ou mais especificamente nas extremidades. Vale lembrar que o quadro pode levar ao endurecimento das panturrilhas, que tecnicamente é chamada de empastamento.

Vermelhidão

A presença de vermelhidão no membro inferior afetado completa a sintomatologia clássica da trombose venosa profunda, proporcionando uma alteração bem perceptível na coloração da pele. Ela pode ficar com um tom avermelhado escuro ou mesmo azulado, sendo quente ao toque do examinador e causando sensação de queimação no paciente.

Por tudo o que você pôde aprender ao longo deste conteúdo, vimos que é indispensável a escolha da pílula ou do método contraceptivo individualizada, feita apenas pelo profissional médico adequado, que no caso é um dos ginecologistas do seu plano de saúde. Apenas assim é possível reduzir os riscos para o seu organismo.

E você, ainda não tem um plano de saúde? Está insatisfeito com o seu plano? Está esperando o que? Consulte logo as operadoras que atuam na sua região, faça uma simulação online e converse com um dos nossos vendedores. Ele a ajudará você a escolher o plano de saúde que melhor atende aos seus anseios e às suas necessidades!

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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