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Saúde

Tire todas as suas dúvidas sobre a Dengue, Zika e Chikungunya

Leitura: 11 min
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O inverno acabou de bater à porta, mas não é por isso que não se deve ficar atento às doenças do verão. Muito pelo contrário, essa é a melhor época do ano justamente para preparar sua casa, seu quintal e sua vizinhança contra os perigos da dengue, zika e chikungunya.

Por outro lado, se no verão o Aedes aegypti se prolifera com mais facilidade, ele também está presente na época mais fria do ano – até por conta das chuvas, que estão acompanhando a estação, e pela alternância com dias de bastante calor.

Afinal, além evitar a contaminação, é no inverno que se trabalha para evitar a proliferação de focos do mosquito do verão.

Além disso, em uma só picada o Aedes aegypti consegue transmitir as três doenças ao mesmo tempo, como mostra um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, e publicado na revista “Nature Communications”, em maio.

Segundo ele, a situação de coinfecção, aquela na qual a pessoa é acometida por duas ou mais doenças ao mesmo tempo, pode ser comum em locais de surto, como o Brasil.

Por isso, aproveite para tirar toda as dúvidas sobre dengue zika e chikungunya e procurar o médico do seu plano de saúde em caso de suspeita de qualquer sintoma relacionado a essas doenças. Afinal, nada melhor que a informação como forma de prevenção.

Dengue, Zika e Chikungunya

Dengue, Zika e Chikungunya: dengue – O início de tudo

Tudo parece ter começado com a dengue, lá naqueles primeiros surtos nas décadas de 80 e 90, inclusive com a introdução do tipo 2.

No entanto, o Aedes Aegypti já havia contaminado terras tupiniquins há muito tempo, com epidemias em 1916, no Rio de Janeiro, e em 1923, em Niterói.

Pouco depois, a campanha de vacinação comandada por Oswaldo Cruz conseguiu reduzir bastante a incidência da doença.

Alguns outros casos foram relatados pontualmente, até ser anunciada sua erradicação em 1958. Insistente, o mosquito voltou a ser reintroduzido no país em 1967, erradicado de novo em 1973 e voltando ao Brasil três anos depois.

Hoje, o Aedes aegypti é responsável por três doenças – dengue, chikungunya e zika – na verdade quatro, se contarmos com a febre amarela.

Para a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), mais de 500 milhões de pessoas – metade do continente americano – correm o risco de contaminação pelas três doenças.

Antes mesmo do fim do ano, 2016 só perdia para o ano anterior em números de pessoas contaminadas pela dengue, de acordo com a medição iniciada em 1990: 1.496.282 casos.

Destes, 826 foram casos graves e 8.116 casos de dengue com sinais de alarme; dos quais 6,8% resultaram em morte, com um total de 609 mortes confirmadas ao longo do ano.

O ano de 2017 já começou com 885 cidades em alerta, mas os boletins do Ministério da Saúde mostram que está havendo uma redução média de 90% dos casos das três doenças – talvez, até, devido ao surto do ano passado que acabou deixando uma imensa quantidade de pessoas imunes, e às campanhas de prevenção em larga escala.
(Fontes: Agência Brasil, Uol, Folha de São Paulo/Uol, G1)

Dengue, Zika e Chikungunya

Sintomas da Dengue

Os principais sintomas da doença são a febre alta acompanhada de fortes dores de cabeça (cefaleia),  fadiga, intensa dor muscular e óssea, dores nos olhos, e o rash, aquelas manchas avermelhadas predominantes no tórax e membros superiores e que desaparecem momentaneamente sob a pressão das mãos.

Diarreia, tosse, vômitos e congestão nasal também podem estar presentes no quadro e podem comumente levar à confusão com outras viroses. Já o rash costuma surgir a partir do terceiro dia de febre.

No entanto, não há como saber qual o tipo de dengue pelo qual foi contaminado porque todos os sorotipos (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, sendo preciso exame de sangue.

Um quadro de dengue clássico de dengue dura de 5 a 7 dias, desaparecendo espontaneamente e havendo a cura sem sequelas.

No entanto, que ninguém se engane, das três doenças a dengue é considerada a mais perigosa, devido ao número de mortes.

Dengue, Zika e Chikungunya

Já na ocorrência de dengue hemorrágica a situação é bem mais complicada, sendo mais comum em pacientes que já tenham tido pelo menos um episódio anterior de dengue, com sorotipo diferente.

A dengue hemorrágica causa alterações na coagulação do sangue, inflamação difusa dos vasos sanguíneos e trombocitopenia (a queda do número de plaquetas).

A queda das plaquetas e a inflamação dos vasos, pode causar sangramentos que não cessam espontaneamente, além de dor abdominal intensa e contínua, pele fria, úmida e pegajosa; letargia e dificuldade respiratória (derrame pleural ou líquido nos pulmões); e hipotensão (choque).
(Fonte: Agência Brasil)

Chikungunya

Mal se conseguia lidar com o vírus da dengue, o Aedes aegypti trouxe mais uma novidade: a chikungunya. A doença, detectada pela primeira vez no Brasil em 2015, teve no Rio de Janeiro seu maior surto, em 2015, com 66.925; Bahia, 51.033; e Mato Grosso, com 22.090.

No total houve seis mortes. De acordo com a Opas, desde que a doença surgiu nas Américas, em 2013, em apenas dois anos ela se propagou para todas as regiões onde já havia a dengue.

No Ceará, só em 2017, de acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde, oito mortes já foram creditadas à doença, entre mais de 16 mil casos confirmados.

Em apenas dois meses a chikungunya teria registrado um aumento de 722% nas confirmações de casos da doença, entre fevereiro e março.

Em 2016 foram quase 30 mil casos confirmados no estado, sendo que em todo o país a febre chikungunya afetou seis vezes mais pessoas do que no ano anterior: 265.554 casos no total, sendo seis mortes.
(Fontes: Diário do Nordeste, Bem Estar, Agência Brasil)

Dengue, Zika e Chikungunya

Sintomas da Chikungunya

A doença é mais branda do que a dengue e raramente leva ao óbito. A artralgia, ou dores nas articulações, são o maior sintoma, e podem ser tão fortes que chegam a ser incapacitantes.

Elas ocorrem principalmente nas palmas dos pés e das mãos, como dedos, tornozelos e pulsos – podendo perdurar por meses depois que a febre vai embora.

Ela também pode apresentar manchas vermelhas pelo corpo, cefaleia, náuseas, inflamação nos olhos com ou sem secreção e febre.

A confirmação do diagnóstico também deve ser feita a partir da análise clínica de amostras de sangue. Há suspeitas de que a infecção pela febre chikungunya em mulheres grávidas pode ocasionar o nascimento de bebês com a infecção.
(Fontes: Tribuna do Ceará, Agência Brasil)

Zika

Mal a população se recuperou do susto de mais uma doença trazido pelo Aedes aegypti, chega a zika. Detectada nas Américas em 2015, logo se propagou para 47 países e territórios, sendo considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “emergência sanitária global”.

De acordo com a Opas, só no continente americano foram relatados mais de 600 mil casos em 2016.  No Brasil foram cerca de 215 mil casos, com seis mortes no mesmo ano.

Há especial atenção em relação às grávidas, já que a zika é associada à microcefalia de fetos e recém-nascidos, além de outras complicações neurológicas nos bebês de mães que foram infectadas pelo vírus durante a gestação.

Em 2016 foram registrados 17 mil casos prováveis, sendo 11 mil confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial.

A notificação obrigatória de casos da doença pelo sistema de saúde passou a valer no começo de fevereiro de 2016.
Dengue, Zika e Chikungunya

Sintomas da Zika

Ainda que as três doenças tenham sintomas bastante parecidos, a zika pode ser totalmente assintomática, chegando ao ponto de o paciente estar infectado e não saber.

No entanto, ela pode também apresentar sintomas já nas primeiras 24 horas de infecção. Um dos mais marcantes, nesse caso é justamente o rash com prurido, a vermelhidão na pele com forte coceira.

Outros sintomas que podem ocorrer são febre baixa, dores leves nas articulações, irritação nos olhos sem coceira nem secreção, e dores musculares, nas costas e na cabeça.

A doença também é associada a problemas neurológicos em adultos, como a Síndrome de Guillain-Barré, que causa paralisia reversível.
(Fontes: Agência Brasil, Bem Estar)

Dengue, Zika e Chikungunya

Planos de saúde têm cobertura para exames para as 3 doenças

Agora que você já sabe mais sobre dengue zika e chikungunya, não há porque não procurar o médico do seu plano de saúde assim que houver suspeita de uma das doenças – até porque os planos de saúde têm cobertura para os exames de detecção das 3 doenças.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou a cobertura obrigatória para os testes-rápidos e exames complementares para o diagnóstico, como hemograma, dosagem albumina sérica e transaminases e contagem de plaquetas.

De acordo com a ANS, a operadora que não cumprir a determinação está sujeita à multa de R$ 80 mil.

Não esqueça as medidas preventivas para evitar a contaminação e eliminar os focos do Aedes aegypti – como eliminar possíveis criadouros com água da chuva, utilizar repelentes e cortinados.

E se você ainda não tem o seu, faça agora mesmo um plano de saúde e fique mais tranquilo, sabendo que pode contar com a melhor assistência médica para qualquer uma das doenças do Aedes aegypti.

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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