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Câncer Saúde Sem categoria

Tira Dúvidas sobre Hepatite: Tipos, Diferenças e Tratamento

Leitura: 8 min
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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas infectadas pelos vírus da hepatite não para de crescer. Em todo o mundo, já são mais de 325 milhões de casos só das hepatites virais B e C, responsáveis por 60% dos casos de câncer no fígado. Nos planos de saúde, os especialistas estão sempre em busca dos mais novos avanços da medicina em relação ao diagnóstico e tratamento da hepatite.

Trinta mil novo casos por ano no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, até 2017 o número de brasileiros infectados nunca havia sido tão alto: 587.821. O aumento, em relação ao ano anterior, foi de 4,7%.

O ano ainda não terminou, mas a estimativa é que 2018 seja encerrado com mais de 30 mil novos diagnósticos em relação ao mesmo período do ano passado.

Os planos de saúde oferecem cobertura completa para o tratamento da hepatite. Apesar da dificuldade do diagnóstico precoce por ser uma doença assintomática, a prevenção e o monitoramento são indispensáveis. Veja por quê.

hepatite

O que é a hepatite

Quando há qualquer tipo de degeneração no fígado ela é chamada de hepatite. O problema pode ter várias causas: abuso do consumo de álcool, de drogas, a ingestão de água ou alimentos contaminados, de alguns medicamentos ou a ação de vírus, como é o caso dos tipos A, B e C. Há ainda a hepatite autoimune, onde o próprio organismo ataca as células do fígado.

Quanto mais tardio o início do tratamento, maior a gravidade e o risco de cirrose hepática e câncer de fígado. Hoje, o número de mortes causadas pela doença é assustador e já ultrapassa os de HIV.

Enquanto o  vírus da Aids mata 1.340 milhão portadores, os da hepatite são responsáveis por 1.750 milhão de óbitos. Os planos de saúde têm cobertura completa para ambas as doenças.

Conheça os tipos de hepatite e entenda como a contaminação é feita

Como em qualquer outra doença, a informação é o melhor meio de prevenção. Conhecer as formas de contaminação da doença é essencial para evitá-la ou conseguir um diagnóstico precoce.

Hepatite A

A hepatite A é considerada a mais fraca. Ela é causada por vírus e em 90% dos casos têm cura espontânea. A infecção ocorre por ingestão de alimentos ou água contaminada por matéria fecal. De acordo com a OMS, são registrados 1,4 milhão de novos casos todos os anos no mundo.

Hepatite B

A hepatite B também é transmitida por um vírus (HBV) que se aloja no esperma, no sangue e no leite materno. Por isso, a hepatite B é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

Como é passada ao bebê pelo leite materno e através do parto, todas as grávidas devem fazer o exame. Em caso positivo, é possível evitar a contaminação da criança com uma série de vacinas (HBIG) após o nascimento.

O teste é especialmente recomendado para grupos de alto risco. Além de gestantes, ele inclui ainda profissionais de saúde, mulheres de comunidades étnicas onde a hepatite B é comum e parceiros de pessoas infectadas; entre outros.

A hepatite B pode ser aguda – sendo combatida pelo próprio sistema imunológico da pessoa e durar menos de 6 meses. Ou pode ser crônica. Nesse caso, as defesas do organismo não conseguem acabar com o vírus e a doença se desenvolve até se tornar crônica.

Hepatite C

De acordo com o Fundo Mundial para a Hepatite da Organização das Nações Unidas, pelo menos 500 milhões de pessoas no planeta estão infectadas com os vírus para hepatite B e C. No entanto, apenas 5% sabem que tem a doença.

O tipo C é considerado o pior tipo de hepatite, responsável por 70% dos casos crônicos e 40% das cirroses. Os números do Ministério da
Saúde mostram ainda que há 1,5 milhão de pessoas infectadas no Brasil pelo tipo C.

A transmissão de mãe para filho é rara, ocorrendo em apenas 5% dos casos. As maiores formas de contaminação são por transfusão de sangue, drogas injetáveis e acidentes com material contaminado.

Hepatite alcoólica e hepatite medicamentosa

Na hepatite viral, as células do fígado são parasitadas para a reprodução do vírus. Na alcoólica, o álcool se transforma em ácidos nocivas às células hepáticas, levando à inflamação que caracteriza a hepatite. O mesmo acontece em relação às substâncias tóxicas de alguns remédios.

Hepatite D e E

A hepatite D é mais frequente na Região Norte brasileira. No entanto, o vírus precisa que o organismo já esteja previamente contaminado pelo vírus B para ocorrer a inflamação no fígado.

Já o tipo E é mais raro. A contaminação é oral-fecal. Como pode afetar rebanhos de suínos, é muito importante consumir apenas água tratada e carne de porco muito bem cozida.

Hepatite autoimune e esteato-hepatite

A doença é causada por uma falha no sistema imunológico, que reconhece as células do fígado como uma ameaça e começa a atacá-las. Mais comum em mulheres, pode levar à cirrose hepática senão for identificado a tempo.

Já a esteatohepatite é causada pelo acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática). Estima-seque 20% dos brasileiros tenha o problema, que pode evoluir para uma inflamação.

Sintomas da hepatite

Na maior parte das vezes a hepatite é assintomática, o que dificulta bastante seu diagnóstico. Quando o vírus se manifesta, os sintomas mais comuns são:

Hepatite A:

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);
  • Urina com cor laranja escuro;
  • Desconforto abdominal;
  • Fezes esbranquiçadas;
  • Náuseas e vômito;
  • Falta de apetite;
  • Mal-estar;
  • Febre.

Hepatite alcoólica:

  • Mudanças de comportamento devido às toxinas liberadas pelo fígado;
  • Acúmulo de fluídos no abdômen;
  • Insuficiência renal e do fígado;
  • Convulsões.

Hepatite autoimune

  • Redução da menstruação em mulheres;
  • Aparecimento de veias pela pele;
  • Áreas de vermelhidão na pele;
  • Desconforto abdominal;
  • Dor nas articulações;
  • Aumento do fígado;
  • Icterícia;
  • Fadiga.

As hepatites B e C não costumam apresentar sintomas, geralmente só sendo descobertas através de exame de sangue.

Prevenção e tratamento

As hepatites A e B têm vacinas disponíveis no mercado, inclusive pelo SUS, e fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. A vacinação para o tipo B protege também contra o tipo D.

Em 90% dos casos a hepatite do tipo C tem cura quando o tratamento é feito de forma adequada.

Os tipos B e D, por outro lado, podem ver controlados de forma e evitar a evolução para cirrose e câncer de fígado.

Já a do tipo A, como é aguda, geralmente é tratada com bastante repouso e uma dieta balanceada.

Em todos os casos o acompanhamento por um especialista do plano de saúde é fundamental.

Se não tem ainda um plano de saúde, não espere por surpresas: faça logo o seu e garanta a sua tranquilidade quando for necessário!

(Fontes: Portal Ministério da SaúdeMinha Vida, Veja)

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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