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Bem estar Para Mulheres Saúde

Tipos de Anticoncepcionais: Qual o Melhor Método para Você

Evite surpresas para o resto da vida: conheça os vários tipos de anticoncepcionais e veja como fazer a escolha certa para o seu organismo!

Leitura: 8 min
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Liberdade com responsabilidade. Uma mulher independente e inteligente sabe que o planejamento é indispensável na hora de gerar uma nova vida. Nesse sentido, os anticoncepcionais são os melhores aliados contra uma gravidez fora de hora. No entanto, eles estão longe de serem todos iguais, desencadeando reações diversas de organismo para organismo.

Então, como saber quais os anticoncepcionais mais indicados para cada caso? Quem tem plano de saúde pode ficar tranquila, já que conta com um atendimento de qualidade. Basta marcar uma consulta com o ginecologista que o profissional indicará o método contraceptivo mais adequado ao seu perfil.

No entanto, ficar bem informada é essencial para compreender como os anticoncepcionais funcionam e as reações que podem provocar no organismo. Assim, fica mais fácil entender também a indicação do ginecologista do plano de saúde por um outro método.

Quais os tipos de anticoncepcionais?

Basicamente, há 2 tipos de anticoncepcionais: os hormonais e os não hormonais. Em ambas as categorias os métodos são classificados entre muito eficientes, eficientes e pouco eficientes.

Como funcionam os anticoncepcionais hormonais

Os anticoncepcionais hormonais são aqueles que utilizam hormônios para evitar que a mulher engravide. Para isso, ele inibe a ação da progesterona, que é o hormônio que estimula ovário. Dessa forma, o período fértil é alterado, uma vez que a produção de óvulos é inibida.

São considerados muito eficientes os anticoncepcionais hormonais que têm índice de falha de 0,1%. Ou seja, desde que administrados da forma adequada, conforme a orientação médica, as chances de engravidar são quase inexistentes. Veja quais são:

Pílula anticoncepcional

É a mais famosa e utilizada no mundo inteiro. Ela bloqueia temporariamente o período fértil e pode deixar o muco cervical mais espesso, dificultando a entrada do espermatozoide no útero. No endométrio, isso reduz a adesão do óvulo fecundado na parede uterina.

Ainda que sua principal função seja evitar a gravidez, a pílula anticoncepcional também traz outros benefícios para as mulheres, como:

  • Redução de acne, de pelos no buço e no queixo, das cólicas menstruais e dos sintomas da TPM;
  • Redução dos casos de anemia por deficiência de ferro, de dores durante a ovulação e dos sintomas de endometriose;
  • E ainda ajuda a prevenir contra câncer de ovário e do endométrio, além do surgimento de cistos ovarianos.

A pílula, de uso diário, pode conter 2 hormônios, o estrogênio e a progestina (combinada) ou apenas a progestina (minipílula). Elas podem agir de forma monofásica, bifásica ou trifásica, de acordo com a dosagem de liberação de hormônio ao longo do mês.

Injeção anticoncepcional

Tem, basicamente, o mesmo efeito da pílula, mas é produzida à base de progestágeno. É indicada para mulheres que não podem ou não querem usar o estrogênio. O retorno na fertilidade é mais lento, levando cerca de 9 meses, em média.

Implante anticoncepcional

Uma minúscula cápsula é introduzida debaixo da pele para liberar o hormônio estonogestrel. Ele altera a secreção do colo do útero dificultando a penetração do espermatozoide e impede a liberação do óvulo. Dura entre 6 meses e 3 anos e pode ter efeitos colaterais variados.

Dispositivo Intrauterino (DIU), Sistema Intrauterino Liberador de Levonorgestrel (SIU) ou DIU hormonal

São dispositivos internos, colocados apenas por especialistas, que impedem o encontro do espermatozoide com o óvulo. A diferença entre eles é que enquanto o DIU é apenas mecânico, o SIU libera hormônio no útero. Apesar de uma crença popular antiga, eles não são abortivos.

Anel vaginal

Com o formato de um “8”, o anel é colocado na parte superior da vagina, que é insensível, liberando etonogestrel e etinilestradiol, que inibem a ovulação. O anel deve ser colocado no 5º dia de menstruação e dura 3 semanas. Após 7 dias de pausa deve ser substituído.

Tem várias contraindicações, como mulheres com problemas no fígado, diabetes, com cefaleias com alterações neurológicas, risco de trombose, etc.

Adesivo ou patch

Dura 1 semana liberando progestogênio e estrogênio. Não é indicado para quem está acima do peso.

Pílula do dia seguinte

É o único dos anticoncepcionais hormonais que é considerado apenas eficiente. Tomado na manhã seguinte à relação sexual, tem eficiência entre 5% e 20%.

Como funcionam os anticoncepcionais não hormonais

Os anticoncepcionais não hormonais são os que não funcionam a partir de hormônios. Geralmente são barreiras mecânicas, como o DIU, que já foi explicado acima, que procuram impedir a fecundação. Eles também são classificados em muito eficientes, eficientes ou pouco eficientes. Veja quais são:

Vasectomia (masculino) e laqueadura (feminino)

Ambos são considerados muito eficientes, com índice de falha de 1%. A vasectomia, que é feita no homem, fecha os canais deferentes através de cirurgia. Com isso, não há alteração na ejaculação, a não ser pela ausência de espermatozoides, que não conseguem passar para as glândulas que produzem o esperma.

Já a laqueadura é a ligadura definitiva, ou o rompimento, das trompas. O procedimento, que na verdade é mais uma esterilização, pode ver feito por via abdominal ou vaginal.

Camisinha

É uma espécie de vestimenta emborrachada que recobre o pênis durante o ato sexual. É considerado um método eficiente para evitar a gravidez, com índice de falha entre 8% e 20%. No entanto, a camisinha protege também contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Por isso a recomendação é que seja utilizada em conjunto com outros métodos.

Diafragma e camisinha feminina

Também considerados eficientes, são barreiras de borracha e de poliuretano que são colocadas antes da relação e só devem ser retiradas cerca de 12 horas depois.

Tabelinha, espermaticida, coito interrompido e método muco cervical

Os 3 métodos são considerados pouco eficientes. A tabelinha, que consiste em evitar relações sexuais nos dias férteis, tem índice de falha de 10% a 20%. Já o espermaticida, que é uma substância que procura destruir os espermatozoides durante o ato, tem 20% de falha.

Já o coito interrompido, que é retirar o pênis para ejacular fora da vagina, tem índice de 15% a 20% de falha. Por outro lado, o método do muco cervical, que é não ter relações quando a substância aparece, tem de 10 a 20% de falha.

Não brinque com seu corpo nem deixe de levar em conta os percentuais de eficiência dos vários tipos de anticoncepcionais. Faça a escolha do tipo certo de acordo com a orientação do ginecologista do plano de saúde.

Não tem um plano ainda? Aproveite e faça um agora mesmo para não fazer a escolha errada. Converse com um vendedor especializado e garanta a segurança da sua liberdade!

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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