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Dieta Medicamentos

Remédios para emagrecimento são confiáveis?

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Emagrecer é um problema sério para a maioria das pessoas e nem é preciso o Ministério da Saúde dizer que 52,5% dos brasileiros estão acima do peso: é só olhar ao redor que a gente vê. Só que para quem está com as gordurinhas sobrando isso não é nenhum consolo, muito menos quando o verão (e a praia, e a piscina, e as roupinhas mais leves) já está tão pertinho. A tentação de arrumar um “milagre” é grande – e é justamente quando mais aparecem as propagandas dos remédios para emagrecer, fórmulas que prometem acabar com o problema sem (muito) esforço. Mas será que eles são seguros? Será que não é melhor usar o plano de saúde para ir no nutricionista? Aliás, porque será que os nutricionistas não receitam logo esses remédios para emagrecer?

Indicação deve partir de um especialista

A resposta para essas e outras perguntas é uma só: depende. Depende do remédio, depende de como são administrados, depende da indicação médica do paciente, depende do nível de gordura da pessoa. Em outras palavras, só um especialista pode, realmente, indicar qualquer substância para emagrecer. Isso porque, dependendo do caso, os efeitos podem ser positivos ou negativos – os organismos são diferentes e precisam ser analisados de forma individualizada.

Todos os especialistas são unânimes em afirmar que o grande fator de emagrecimento é a mudança dos hábitos alimentares aliada aos exercícios físicos. No entanto, em alguns casos o uso de alguma substância pode ajudar a conseguir resultados mais efetivos, ajudando o plano alimentar.

De acordo com a Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), o uso dessas substâncias é indicado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 27 – mas desde que apresentem doenças associadas, como diabetes e hipertensão – ou acima de 30 se não houver complicações. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), por outro lado, reduz a indicação para IMC 25, com complicações, e 30.

No Brasil, duas substâncias para emagrecer são liberadas pela Anvisa 

Aqui no Brasil, apenas duas substâncias especificamente emagrecedoras estão liberadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa: a orlistate e a sibutramina. No entanto, há as substâncias off-label, remédios que funcionam para outra finalidade que não aquela que está no rótulo ou na bula.

Apesar de a prática ser permitida por algumas associações médicas, o uso desses medicamentos pode acarretar em efeitos colaterais, por isso eles só podem ser prescritos após exames clínicos específicos e devem ter um rigoroso acompanhamento médico feito pelo endocrinologista ou nutricionista. É o caso da liraglutida, que é indicada para diabéticos mas produz perda de peso, e do anticonvulsionante topiramato, indicado para o tratamento de enxaqueca, mas que também ajuda a emagrecer.

Emagrecer com saúde é o mais importante 

A verdade é que mesmo as substância liberadas pela Anvisa oferecem certos riscos para a saúde. O estudo internacional Scout (2009), por exemplo, revelou um risco aumentado de enfarte para portadores de doenças cardiovasculares que foram submetidos à sibutramina durante cinco anos consecutivos.

No entanto, a liberação permanece porque a substância é segura para quem não é cardíaco, agindo apenas como sacietógeno – atuando no sistema nervoso central de forma a aumentar a sensação de saciedade – com leve ação termogênica, que acelera o gasto calórico.

Já o orlistate, que é o princípio ativo do Xenical, impede a absorção de 30& da gordura pelo intestino e reduz a produção de glicose pelo fígado. Ele também pode causar efeitos colaterais, como dor abdominal, fezes gordurosas e oleosas, excesso de gases, urgência para evacuar e aumento do número de evacuações.

Seja como for, a melhor forma de emagrecer é com responsabilidade sem pressa e com acompanhamento médico, seja para perder apenas alguns quilinhos ou para casos mais graves. Pelos planos de saúde você tem acesso a diversos especialistas, permitindo que, dependendo do caso, haja uma abordagem multidisciplinar, com todos os exames necessários para a estruturação da melhor estratégia – com ou sem medicamentos para emagrecer, sempre a critério médico.

Mas se você não tem plano de saúde, não faça automedicação, que pode ser muito mais prejudicial do que alguns quilos extras. Procure um corretor especializado e conheça todos os planos que as operadoras da sua região oferecem e escolha aquele que tiver os melhores nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos e fisioterapeutas, alguns dos profissionais que podem ajudar você a emagrecer com a saúde que você merece.

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