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Câncer Para Mulheres Saúde

Os tratamentos ideais para o câncer de mama

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Medicina individualizada. Estas duas palavrinhas têm sido consideradas a grande arma para enfrentar o câncer de mama, doença que deverá atingir quase 58 mil mulheres apenas este ano. Mas muito se engana que ele é um só: na verdade o termo câncer de mama se refere a várias possibilidades da doença que, justamente por isso, precisa ser diagnosticada o mais precocemente possível para que seja definida a estratégia mais assertiva de tratamento. Hoje, já existem kits capazes de fazer o mapeamento de 70 genes diferentes responsáveis pelo câncer e que, de acordo com o resultado, permitem apontar as formas mais assertivas de tratamento, entre vacinas, medicamentos e cirurgias. Os planos de saúde asseguram o acesso às formas de combate ao câncer de mama, de acordo com o tipo de cobertura contratado, já que quanto mais precoce e completo for o diagnóstico, maiores as chances de cura. No entanto, vale a pena conhecer uma das grandes apostas da medicina individualizada, o diagnóstico por Tomossíntese.

Exame é rápido e muito mais assertivo 

Ainda bastante nova no mercado, a técnica diagnóstica chega a aumentar em até 25% a detecção do tumor em seu estágio inicial, tornando-se uma ajuda valiosa no combate ao câncer quando alinhada aos exames de mamografia e ultrassonografia. A tendência é que a Tomossíntese seja incluída no protocolo de rotina para a detecção precoce do câncer de mama em todo o país, a exemplo do que já ocorre em países da Europa, como a Itália e nos Estados Unidos.

A Tomossíntese mamária, que também é conhecida como mamografia 3D, consegue mitigar os efeitos de sobreposição do tecido mamário denso, reduzindo drasticamente o índice de reconvocação para o exame. No entanto, ela não substitui a mamografia em 2D, devendo ser feita de forma adicional ao exame convencional.

O resultado em 3D é capaz de aumentar a acuidade visual e são obtidas finas imagens seccionais/tomográficas de baixa dose da tomossíntese imediatamente após a realização de cada incidência mamográfica 2D, durante a mesma compressão, e em apenas poucos segundos. Logo após a realização do exame todas as imagens são enviadas para a análise em uma estação de trabalho dedicada, com monitores de alta resolução.

Para se ter uma ideia do grau de assertividade do exame, a mamografia 2D consegue detectar quatro casos de nódulos ou indícios do tumor a cada mil mulheres; com o ultrassom essa proporção atinge sete a cada mil mulheres e, com a ressonância magnética, mais indicada para pacientes de alto risco, a taxa chega a três a cada 100 mulheres.

Mas como saber que quando a mulher é tem alto risco para o câncer de mama? 

São consideradas mulheres com alto risco de câncer de mama as que têm mais de duas parentes em primeiro grau, ou seja, mãe ou irmãs, que já tenham apresentado a doença, principalmente se a ocorrência foi anterior à menopausa. O risco diminui na medida em que o grau de parentesco vai se distanciando ainda que cada caso deva ser analisado de forma isolada.

Daí a importância da medicina individualizada. Apesar de a indicação geral ser de exames de mamografia anuais a partir dos 40 anos, essa idade deve cair para 35 em mulheres com histórico de câncer de mama na família. Nas mulheres mais jovens ela não é indicada porque pode haver alto índice de falsos positivos devido à maior densidade das mamas.

Na Tomossíntese, além das imagens tradicionais são obtidas também imagens em múltiplos ângulos, reconstruídas em cortes finos de alta resolução e que podem ser analisados individualmente, evidenciando modificações sutis. De acordo com o Food and Drug Administration (FDA), o órgão regulador americano, o exame não tem restrições. No entanto, no Brasil ainda há preocupação em relação ao aumento da radiação ionizante utilizada na Tomossíntese e o exame ainda não faz parte do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), não fazendo portanto, parte da cobertura obrigatória dos planos de saúde.

É bom lembrar, entretanto, que o exame ainda não faz parte do protocolo de diagnóstico brasileiro para a detecção do câncer de mama, mas que todos os demais procedimentos são garantidos pela ANS para as beneficiárias de planos de saúde, inclusive a masectomia e a cirurgia reparadora estética decorrente da retirada da mama.

Na dúvida, consulte seu vendedor do plano de saúde ou fale com a ANS através de um dos canais de atendimento, como a página da agência na internet, o Disque ANS (0800 7019656) ou o app ANS.

Não tem ainda seu plano de saúde? Com a saúde nada deve ser deixado para amanhã. Veja quais as operadoras que atuam a sua região, faça um orçamento online e converse com um dos nossos vendedores especializados. Em poucos momentos você terá a segurança da melhor cobertura para o seu perfil de consumidora. 

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