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Saúde

O surto de febre amarela no Brasil

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Dengue, chikungunya, zika e, como se o verão brasileiro não precisasse de mais nada, agora febre amarela. Com quase uma centena de casos confirmados, o surto da doença já é o maior desde o início da série histórica, em 1980, quando o Ministério da Saúde começou a disponibilizar os dados para análise. Em investigação, mais de 700 outros casos podem engrossar as estatísticas, mas o que assusta mesmo é o grau de letalidade: segundo os dados do Ministério da Saúde, a taxa média da série histórica é de 51,8%, mas só no surto deste ano ela já está em 48,7% dos casos, com 46 mortes confirmadas em território nacional. Vale lembrar que ainda estamos em fevereiro. Por tudo isso, é importante saber mais a respeito da febre amarela, do surto deste ano, e como o seu plano de saúde pode ajudar a evitar a doença ou minimizar seus efeitos.

OMS alerta sobre risco de migração da febre amarela para outros estados

No total, até o final de janeiro já eram 88 casos confirmados de febre amarela, a maior parte deles em Minas Gerais, onde ocorreram 84 casos e 40 mortes confirmadas, além de mais de 700 sendo investigadas. Em São Paulo, já são 6 casos confirmados até o final de janeiro e 30 em investigação. Os números mais altos da série histórica até este ano haviam ocorrido em 2000, com 85 casos confirmados. Em 31 de janeiro de 2017 já haviam 106 casos confirmados.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a doença pode se espalhar por outros estados devidos às viagens de férias e de carnaval. O Ministério da Saúde anunciou um aumento de 115 milhões de doses no estoque das vacinas tanto para os estados com casos suspeitos da doença quanto para os que fazem divisa.

A vacinação, no entanto, é indicada apenas para moradores de áreas de risco e pessoas que viajarão para estas áreas. Mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com lúpus, HIV ou câncer – ou em tratamento de radioterapia ou quimioterapia – maiores de 60 anos e alérgicos a gelatina ou ovo não devem tomar a vacina.

Saiba a diferença entre febre amarela silvestre e urbana

Vale ressaltar, no entanto, que todos os casos notificados até agora são da febre amarela silvestre, ou seja em áreas rurais e de mata, uma doença endêmica no país principalmente na região amazônica, mas que nos últimos anos se manifestou também nas áreas Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A transmissão do tipo silvestre envolve primatas e mosquitos: os macacos ficam doentes e morrem, mas não fazem a transmissão direta aos seres humanos. São os mosquitos, como o Haemagogus, que picam os primatas doentes e transmitem o vírus para os humanos não vacinados.

A febre amarela urbana, por sua vez, é transmitida pela Aedes aegypti, mas desde 1942 não é registrada em território nacional. Por isso mesmo é importante que a vacinação seja intensificada para evitar o risco de reurbanização da doença, aumentando a vigilância mesmo em locais onde a vacinação não é recomendada.

Conheça os sintomas

A febre amarela é uma doença bifásica. Na primeira delas, que dura entre 3 e 5 dias, a pessoa contaminada tem febre, cansaço, perda de apetite, dor de cabeça, dores no corpo, náuseas e vômitos.

Após este período, se não for descoberta a tempo e tratada ela evolui para sua forma mais grave, causando icterícia – deixa a pele e os olhos com tonalidade amarelada – hemorragias e insuficiência renal, podendo levar ao óbito.

Por isso é muito importante que, ao perceber qualquer dois ou mais desses sintomas combinados entre si ou isolados, a pessoa procure imediatamente um médico do plano de saúde para que seja realizado o exame específico para detecção da doença.

Como prevenir contra a febre amarela?

A forma mais eficiente de prevenção contra a febre amarela é através da vacinação. Para adultos que nunca tenham tomado uma dose, é preciso tomar uma dose e garantir a imunização por 10 anos, após os quais é preciso tomar a segunda dose – a qual garantirá proteção vitalícia contra a febre amarela.

A campanha do Ministério da Saúde, no entanto, é voltada apenas quem mora em área de risco ou vai viajar para algum destes lugares – e neste caso ela deve ser tomada nos postos de saúde com 10 dias de antecedência da viagem.

Para quem não faz parte desse grupo e quer fazer a imunização mesmo assim a opção é procurar a vacina contra febre amarela na rede particular de saúde. Em clínicas particulares de São Paulo, por exemplo, a aplicação de uma dose, que dura 10 anos, varia entre R$ 137 a R$ 220,00.

Por outro lado, como ambas as formas de febre amarela são transmitidas pelo mosquito, o controle do vetor é essencial para a sua prevenção tomando os mesmos cuidados que em relação à dengue e à zika, evitando a sua proliferação. Use também repelentes e mangas e calças compridas, reduzindo a sua área de exposição.

Índice de incidência da doença esteve em queda até 2015

A febre amarela, no entanto, não chega a ser uma novidade no Brasil, já que surtos periódicos aconteceram em 1993 (83 casos), 1999 (76), 2008 (46) e 2009 (47). Entretanto, como o índice de incidência da doença estava em queda no país (ano passado foram apenas 7 registros, com 5 mortes), os números deste ano assustam ainda mais.

O arbovírus da febre amarela – termo para as partículas virais transmitidas por mosquitos e carrapatos – pertence ao gênero dos flavovírus, ou seja, uma espécie de parente bem próximo dos causadores da zika, dengue e chikungunya, sendo diferenciado apenas por uma molécula de RNA.

Não esqueça que com o plano de saúde qualquer sintoma é investigado de forma muito mais rápida e tratado nos melhores hospitais e clínicas conveniados, próximo a sua casa e em tempo hábil.

Se você e sua família ainda não têm plano de saúde, fale com um dos nossos vendedores e escolha o seu agora mesmo. Nunca foi tão importante estar protegido com o que há de melhor no mercado, afinal, com saúde não se brinca.

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