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O Consumo de Álcool Traz Malefícios à Saúde?

Será que o consumo de álcool faz mesmo mal ao organismo? Veja como ele atua no nosso corpo e fique a par das novas descobertas da ciência!

Leitura: 6 min
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Aquele chopinho depois da praia, com os amigos depois do trabalho, o vinho nas noites especiais de sexta-feira, a caipirinha para acompanhar o churrasco ou a comida mineira. Afinal, será que o álcool faz mesmo mal à saúde? Em que medida?

Todo mundo sabe que o excesso de álcool está relacionado a diversas doenças e problemas sociais. Mas e o seu consumo moderado? Será que também faz mal? O problema começa já no conceito da quantidade de consumo, já que pode variar de indivíduo para indivíduo, de cultura para cultura.

Veja agora como o consumo de álcool afeta o organismo e como o plano de saúde pode colaborar com soluções para o problema.

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Quais os padrões de consumo de álcool

Beber socialmente, beber com moderação. O conceito de uso moderado do álcool leva à ideia de um padrão aceito pela sociedade. Ma vamos ser sinceros, isso é difícil definir. Vai depender, por exemplo, do grupo social ao qual se pertence.

Mas o pior, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), é que estes termos induzem a uma ideia errada de que, dentro do que é “socialmente aceitável”, o álcool não faz mal. Faz sim.

De acordo com a OMS, se a pessoa ingere álcool, o risco de problemas de saúde existe. E ele aumenta se esse consumo é superior a 2 doses por dia. Ou para quem não deixa de beber, pelo menos, dois dias na semana.

Você sabe qual é a dose-padrão?

E é bom saber o que a OMS entende por dose-padrão: 330 ml de cerveja, 140 ml de vinho ou 40 ml de destilado. Cada uma contém, aproximadamente, 10g de álcool puro.

No entanto, segundo a OMS, há grupos que nem em pequenas quantidades devem beber.

São mulheres grávidas ou que querem engravidar; crianças e menores de 18 anos; pessoas em uso de medicações; quem vai dirigir ou desenvolver alguma atividade que necessite atenção; hipertensos, diabéticos ou quem tenha condição clínica que possa ser piorada com o uso do álcool.

Benefícios com o uso moderado do álcool? Sim, mas os prejuízos são maiores

Nos últimos tempos, muito se tem divulgado pesquisas que mostram vários benefícios do consumo moderado de álcool. E aí começa a discussão, porque é verdade.

A literatura indica diminuição do risco de incidência de doenças cardiovasculares e das perdas cognitivas decorrentes da idade. Isso sem falar na redução do estresse e da ansiedade, além da promoção do bem-estar.

O problema é que também traz malefícios à saúde. Mesmo o uso moderado do álcool está relacionado ao aparecimento de mais de 10 tipos de câncer, especialmente os de intestino e de mama, e ainda anomalias fetais.

Pelo menos, quem tem plano de saúde tem a cobertura completa garantida pela ANS. Só que, ainda que isso sirva de consolo, na verdade acabaram de descobrir que o problema é ainda muito maior.

Álcool afeta permanentemente o DNA das células-tronco

Pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram que o etanal ou acetaldeído, um derivado que se forma quando o corpo reage ao álcool, danifica o DNA das células-tronco.

Os cromossomos se emparelham aleatoriamente, danificando as sequências de DNA. Com isso, as células-tronco defeituosas se alastram mais facilmente pelo corpo, facilitando o surgimento de tumores.

Mas o que é ruim pode piorar. O caso é que os cientistas decidiram olhar para a forma de defesa do organismo ao álcool – e descobriram uma enzima (ALDH) que cataliza e quebra o etanal. Boa notícia? Que nada!

Milhões de pessoas ao redor do mundo não têm essa enzima, ficando até 4 vezes mas expostas aos danos no DNA. E, em quem tem, além de o reparo no DNA não ser perfeito, a pessoa continua exposta a vários outros tipos de câncer.

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Consumo de álcool no Brasil é acima da média mundial

A questão é que o álcool não acarreta apenas em câncer e prejuízos ao organismo em geral, mas também em danos emocionais, psiquiátricos e sociais.

De acordo com a OMS, o consumo de álcool no Brasil é acima da média mundial. Por aqui, 10% da população sofre com o alcoolismo, sendo 70% homens.

O tratamento pode envolver desintoxicação – retirada da bebida com acompanhamento profissional – medicamentos de controle do desejo de beber, internação e acompanhamento psiquiátrico individual ou em grupo.

 

Faça do plano de saúde seu aliado

É bom saber que os planos de saúde são importantes aliados nessa luta. Eles são obrigados a custear as despesas com internações psiquiátricas decorrentes de alcoolismo e não podem interromper o tratamento.

De acordo com o STJ, é abusiva a cláusula que limita no tempo a internação do paciente, já que a operadora não pode estabelecer um prazo para a recuperação de um paciente. A Justiça determina que apenas ao médico que o assiste cabe prescrever o tratamento mais adequado e a sua duração.

Alcoolismo é doença e discriminar a pessoa ou a patologia é crime. A solidadriedade e a colaboração da família, dos amigos e da sociedade em geral é essencial para a solução do problema.

Além disso, o plano de saúde tem cobertura para várias outras doenças causadas pelo alcoolismo e muitos contam com programas para grupos especiais.

(Fontes: Cisa, Exame, Criasaúde, TVBrasil, Migalhas, Albert Einstein)

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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