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Manual da Amamentação para Mamães Iniciantes

Você sabia que a amamentação faz bem para o bebê e para a mãe? Veja por que o aleitamento materno é um ato de amor capaz de salvar vidas!

Leitura: 8 min
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Ser mamãe de primeira viagem é um delícia – as modificações do corpo conforme a nova vida se forma, a expectativa em relação à chegada do bebê. Mas é comum a experiência trazer diversas dúvidas, inclusive sobre a amamentação.

Ainda que a gestante tenha perfeita consciência sobre a importância do leite materno para o desenvolvimento da criança, há vários pontos que precisam ficar bem definidos. Claro que fazer o pré-natal pelo plano de saúde é fundamental, mas a informação adequada é capaz de salvar vidas.

Pensando nisso, desde 1992 foi criada a Semana Mundial da Amamentação, de 1 a 7 de agosto. Saiba tudo sobre a iniciativa e descubra esse verdadeiro manual da amamentação para mamães iniciantes.

Amamentação vai além da nutrição

A Semana Mundial de Amamentação foi criada pela pela Aliança Mundial de Ação Pró-amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action – Waba). A ideia é promover os benefícios do aleitamento materno, um ato de amor que vai além da questão de nutrição.

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O leite materno é o alimento mais completo, saudável e econômico que pode haver para a criança. A amamentação reduz os índices de morbidade infantil, ao melhorar as defesas do organismo contra infecções, proteger contra alergias e evitar diarreia.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno deve ser o único alimento do bebê durante os seis primeiros meses de vida e mantido com complementos até os 2 ou 3 anos de idade.

Estudos mostram ainda que crianças que não receberam leite materno no segundo ano de vida têm o dobro de chances de falecer por doenças infecciosas do que as que continuaram sendo amamentadas.

A introdução precoce de outros alimentos está associada ao surgimento de diversos problemas:

  • Menor absorção de nutrientes fundamentais para o bebê que estão presentes no leite materno, como zinco e ferro;
  • Maior número de internações por problemas respiratórios;
  • Maior ocorrência de diarreias;
  • Risco de desnutrição.

Segundo a OMS, além de colaborar para o desenvolvimento físico, emocional e cognitivo, a médio e longo prazos, a amamentação reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol e obesidade.

Saúde da mulher também é beneficiada com a amamentação

O que muitas gestantes não sabem, no entanto, é que além de impactar positivamente a saúde integral do futuro adulto, a amamentação também faz muito bem para as mães.

A mulher que amamenta também apresenta riscos reduzidos de diabetes tipo 2 e obesidade, por exemplo. Nesse processo, a informação tem papel fundamental para levar mais segurança à mãe.

A amamentação também protege contra uma nova gravidez. Estudos mostram que o número de mamadas diárias do bebê influencia na ovulação, que ocorre de forma antecipada nas mulheres que não amamentam.

Por outro lado, a amamentação reduz a prevalência de câncer de mama. A estimativa é que o risco de contrair a doença diminua 4,3% a cada 12 meses de duração de amamentação. É interessante notar que essa proteção independe de etnia, idade, tipo de paridade e presença ou não de menopausa.

O ideal é tirar todas as suas dúvidas com o médico do plano de saúde que acompanha a gestação. Quanto mais informação tiver a respeito, entretanto, melhor será o aleitamento materno.

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Cuidado com o que você ouve sobre amamentação

Nem tudo o que se ouve é verdade e há vários mitos que cercam a amamentação. Conheça algumas curiosidades e saiba mais sobre a amamentação!

Não existe leite materno fraco

  • Toda mulher – salvo recomendação médica em contrário – pode amamentar. Além disso, não existe leite fraco. Todas as mães têm leite capaz de suprir às necessidades nutricionais e proteger a criança.
  • Não é preciso adicionar nada ao leite materno. Ele já está na temperatura ideal para o consumo e também não precisa ser esterelizado.
  • Se, por algum motivo, a mulher for incapacitada de amamentar, é possível conseguir leite materno nos bancos de leite humano. Eles são mantidos por mulheres que doam o leite em excesso, colaborando para melhorar a qualidade de vida de outros bebês.

Ato de mamar melhora o desenvolvimento bucal

  • O movimento de mamar no peito é importante para o desenvolvimento da cavidade oral. Há uma melhor conformação do palato duro, importante para o perfeito alinhamento dos dentes.
  • O desmame precoce, por outro lado, pode prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, além de má-oclusão dentária.
  • Grande parte do leite da amamentação é produzida enquanto a criança mama, sob o estímulo do hormônio prolactina. A expulsão do leite é causada por outro hormônio, a ocitocina. Ela é liberada pelo estímulo da sucção do bebê e em resposta a estímulos como visão, cheiro e choro da criança.
  • Fatores emocionais, como tranquilidade, autoconfiança e motivação, também favorecem a liberação da ocitocina. Estresse, desconforto, dor, medo, insegurança e ansiedade, por outro lado, podem inibir a liberação da ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama.

Por que o leite materno é tão saudável

  • O leite materno passa por duas fases. A do colostro, nos primeiros 3 a 5 dias após o parto, e o leite maduro, a partir do 6º dia, em média. O colostro tem mais proteínas e menos gordura do que o leite maduro.
  • A concentração de gordura no leite aumenta no decorrer da amamentação. Dessa forma, o leite do final da mamada (leite posterior) é mais rico em calorias (energia) e dá maior saciedade à criança. Por isso é importante que a criança esvazie totalmente a mama.
  • O leite de vaca tem muito mais proteínas do que o humano – que são diferentes das do leite materno. A principal proteína do leite materno é a lactoalbumina. Já a do leite de vaca é a caseína, de difícil digestão para os seres humanos.

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Amamentar é um ato de amor

Por todos esses motivos, a amamentação é um verdadeiro ato de amor. Converse com seu médico do plano de saúde sobre a melhor técnica para preparar a mama para alimentar seu bebê. Aproveite a cobertura do seu plano de saúde e mantenha sempre todos os exames do seu pré-natal sempre em dia!

(Fontes: Ministério da Saúde, Brasil Escola – Uol)

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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