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Saúde

Conheça a Febre Oropouche e risco de se alastrar no país

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A água parada e o arbovírus trazem uma nova ameaça à saúde pública: a Febre Oropouche, Descoberta pela primeira vez em 1955 em Trinidad e Tobago, a febre homônima ao um rio local já é largamente conhecida nas regiões amazônica, do Panamá e do Caribe, mas já se adaptou ao meio urbano e está cada vez mais próxima das cidades brasileiras.

Dois casos na Bahia – de um menino de 10 anos na região metropolitana de Salvador e de um adolescente de 16 anos no Recôncavo Baiano – acenderam o alerta médico.

Pessoas ou animais infectados podem levar a doença para outros estados, por isso cada vez mais é preciso fazer do plano de saúde seu aliado.

Preste atenção à prevenção e aos sintomas da Febre Oropouche e procure seu médico credenciado o mais rápido possível. Quanto mais cedo for diagnosticada, mais assertivo o tratamento.

Febre Oropouche

Mais de 500 mil casos da Febre Oropouche relatados nas últimas décadas no Brasil

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), a doença não chega a ser nova no Brasil: ao longo das décadas, mais de 500 mil casos de Febre Oropouche já foram relatados no país.

Transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraensis (conhecido como Maruim, mosquito pólvora ou borrachudo), vários estudos já comprovaram que ele também pode ser passado por outros vetores, inclusive do gênero Aedes, os mesmos que já são os responsáveis pela zika, dengue e chikungunya.

A sua transmissão apenas pelo Culicoides paraensis em si já é bastante preocupante, porque esse mosquito está distribuído por todo o continente americano, o que faz com que tenha um grande potencial de emergência.

Apesar de ser originário da selva, o vírus infecta o mosquito que contamina o homem.

O indivíduo contaminado pode viajar por qualquer parte do país, ser picado por um mosquito saudável que, então passa também a carregar o vírus, repassando a contaminação em outros locais.

No Brasil, ele pode facilmente sair do Planalto Central e da região amazônica e vir parar nas áreas mais populosas, nos grandes centros.

A forma de prevenção da Febre Oropouche é a mesma da dengue, chikungunya ou zika, já que o maruim também se reproduz na água parada.

É essencial acabar com qualquer foco e evitar vasilhames, garrafas ou qualquer objeto que possa acumular água da chuva.

Febre Oropouche

Conheça os sintomas da Febre Oropouche e previna-se

Prestar atenção aos sintomas da Febre Oropouche é fundamental para evitar o agravamento do quadro e otimizar a assertividade do tratamento o mais rápido possível.

Eles são febre, diarreia, bronquite, falta de apetite, dor de cabeça, sensação de queimação no corpo, dores no pescoço, atrás dos olhos, nas costas e nas articulações e meningite.

Geralmente, os sintomas duram entre 4 e 5 dias e passam – mas uma das características da Febre Oropouche é a recaída.

Em um terço dos casos os sintomas retornam, durando em média mais 5 dias. Aos primeiros sinais de algum desses problemas, procure imediatamente um médico do plano de saúde.

Febre Oropouche

Estudos mostram a cirrculação do vírus pelo país nos últimos anos

Não só no Brasil, mas também no Peru e em alguns países do Caribe, a Febre Oropouche tem se tornado mais frequente nas áreas urbanas.

Das 128 pessoas diagnosticadas em Manaus (AM) pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP em 2002, além dos sintomas típicos da infecção três delas apresentavam infecção no sistema nervoso central.

Um os pacientes tinha Aids e outro neurocisticercose – infecção do sistema nervoso central pela larva da tênia do porco (Taenia solium).

O fato chamou a atenção dos pesquisadores para a possibilidade de que doenças de base ou de imunodepressão (como Aids e câncer, por exemplo), facilitem o acesso do vírus ao sistema nervoso central.

O interessante é que todos os 128 pacientes diagnosticados com Febre Oropouche já tinha diagnóstico clínico de dengue, o que faz com que considerem que esse vírus possa ser o responsável por muitos casos de dengue no país.

Essa “confusão” pode se dever em parte por causa da similaridade dos sintomas entre as duas doenças, e em parte por uma cultura de banalização da dengue.

De acordo a Fundação de Medicina Tropical da Fiocruz, é muito difícil afirmar que uma doença é dengue apenas com o diagnóstico clínico.

Febre Oropouche

Planos de saúde têm cobertura para exames de dengue, zika e chikungunya

É sempre bom lembrar que os planos de saúde têm cobertura obrigatória para exames de detecção das dengue, zika e chikungunya, o que ajuda a eliminar falsos diagnósticos.

Por isso, ao apresentar algum dos sintomas, peça que seu médico do plano de saúde faça a sorologia e os exames complementares cuja cobertura é garantida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

(Fontes: Big 1 News, Blog do Valente, Uol e Portal Fiocruz)

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Denise
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Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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