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Febre Amarela: sintomas, vacina e tratamento

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Já não bastassem os surtos de dengue, zica e chikungunya, a bola da vez é a febre amarela.

Os problemas de saúde no Brasil não param de se revezar, deixando a população cada vez mais vulnerável e dependente de bons especialistas e de assistência que garanta acesso rápido e eficiente a exames e tratamentos de qualidade – o que, hoje, só se encontra nos planos de saúde.

Só no Rio de Janeiro, até junho haviam sido confirmados 21 casos, com oito mortes. Em diversos estados já há situações de pânico, como em Vila Velha, no Espírito Santo, onde moradores estão lotando as unidades de saúde em busca da vacina.

Em Minas Gerais, um dos estados mais afetados, já são 130 casos de febre amarela, com 46 mortes sendo investigadas.

Em todo o país há mais de 700 casos de febre amarela confirmados pelo Ministério da Saúde e cerca de 250 mortes confirmadas.

Já são mais de 3 mil notificações desde o início do surto, em dezembro de 2016. Saiba tudo sobre o surto de febre amarela no Brasil e como se prevenir contra a doença.

(Fontes: Agência Brasil, R7, Exame, G1)

Afinal, o que é a febre amarela?

A febre amarela é uma doença infecciosa, cuja gravidade pode variar de acordo com a velocidade do tratamento, podendo levar à morte em até sete dias se não for diagnosticada e tratada rapidamente.

A doença é causada por um arbovírus, ou seja, um vírus transmitido por mosquitos e que, de acordo com estudos mais recentes, teria surgido na África há cerca de 3 mil anos, sendo trazido ao país pelos navios negreiros.

Há dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana. A silvestre tem nos macacos seus principais hospedeiros – mas é bom ressaltar que não são eles os causadores da doença, muito pelo contrário, também são vítimas delas.

De acordo com especialistas, este, que já está sendo considerado o maior surto de febre amarela ocorrido no país em todos os tempos, pode ser a pá de cal que faltava para acabar de vez com diversas espécies de primatas já ameaçadas de extinção, como o mico-leão dourado, por exemplo.

A febre amarela também pode ser urbana, quando é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mas este tipo não é registrado no país desde 1942.

O surto atual, apesar de atingir regiões próximas de zonas urbanas de estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais, ainda está sendo considerado silvestre pelo Ministério da Saúde. No total, seis estados têm casos confirmados em mais de 120 municípios.

Isso significa que a doença não está sendo transmitida pelo mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chikununya, mas sim pelos Haemagogus e Sabethes, responsáveis pelas transmissões em áreas rurais.

A contaminação se dá quando esses mosquitos contaminados pica o macaco ou um ser humano não-vacinado que penetre em seu habitat.

O Haemagogus e o Sabethes têm hábitos diurnos, vivem em áreas de cerrados e de mata, principalmente nas copas das árvores ou perto do solo.

Depois de infectado pelo vírus, o mosquito torna-se hospedeiro para sempre, iniciando o ciclo de transmissão macaco-mosquito-homem.

A morte de primatas nas imediações das cidades é, então, um indicador de que o vírus da febre amarela está circulando naquela região.

Apesar de os mosquitos serem diferentes na transmissão da febre amarela silvestre ou urbana, tanto o vírus quanto as manifestações clínicas são exatamente os mesmos.

(Fontes: G1, Fiocruz, Drauzio Varella)

Conheça os principais sintomas da febre amarela

No hospedeiro, o vírus da febre amarela fica concentrado nas glândulas salivares dos mosquitos-fêmeas. Depois que ela pica o ser humano e inocula o vírus sob a pele, ele invade o sistema linfático da pessoa infectada e cai na circulação, chegando aos rins, fígado, coração, mucosa do sistema digestivo, pulmões e cérebro. O nome febre amarela é referente à coloração amarelada dos olhos por causa da icterícia.

Os sintomas podem variar bastante, podendo ser tão leves a ponto de serem confundidos com um resfriado comum e ter regressão espontânea, ou progredir para complicações e causar a morte.

Os sintomas iniciais podem ser febre súbita; dores nas costas, no corpo e na cabeça; fadiga, fraqueza, calafrios, náusas e vômito por três dias em média.

Após dois dias de bem estar, a doença pode evoluir para sua forma mais grave, com insuficiências renal e hepática, icterícia, cansaço intenso, problemas cardíacos, encefalopatias (delírios e convulsões), comprometimento pulmonar e hemorragias. O período de incubação do vírus é de três a seis dias após a picada do inseto.
(Fontes: Drauzio Varella, Fiocruz)

Febre Amarela

Vacina e tratamento

O único tratamento possível é o de suporte, procurando minimizar os sintomas, através de boa hidratação, equilíbrio da pressão arterial e correção dos desequilíbrios metabólicos, além de diálise e transfusão de sangue nos casos mais graves.

Como não há tratamento específico para destruir o vírus da febre amarela, evitar suas complicações e reverter o quadro, a melhor forma de prevenção é a vacinação.

A vacina, é disponibilizada pela saúde pública, mas também pode ser encontrada na rede particular. A princípio, ela era recomendada apenas para quem viajava para áreas de risco, mas com o surto de febre amarela, ela passou a ser disponibilizada para o público em geral nos estados mais afetados.

Febre Amarela

Em março deste ano, o Ministério da Saúde liberou um informe, no qual admite que deficiências na vacinação em 2016 pode ter contribuído para aumentar a proporção de pessoas infectadas e expandido a doença para áreas sem recomendação de vacinação, como os estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A meta atual é vacinar toda a população das áreas afetadas até o final de 2017.

No entanto, há casos em que a vacina contra a febre amarela não é recomendada. Bebês com menos de 6 meses de idade; adultos com idade igual ou superior a 60 anos; pacientes HIV positivo; gestantes; mulheres em período de amamentação; portadores de tumores malignos que utilizam medicamentos derivados da cortisona, estão em tratamento de químio ou radioterapia, ou são portadoras de doenças que alteram o funcionamento do timo; e pessoas com hipersensibilidade a algum componente da vacina (proteína do ovo, gelatina e antibiótico eritromicina). Qualquer dúvida deve ser levada ao seu médico do plano de saúde.

(Fontes: Drauzio Varella, Uol)

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Denise
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Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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