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Bem estar Saúde

Epilepsia e óleo de cannabis

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Caracterizada pelas convulsões, a epilepsia é uma doença cerebral que atinge 50 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 40 milhões delas em países subdesenvolvidos. O número é alarmante, mas a própria OMS afirma que 70% dos novos casos anuais possam ser tratados com sucesso – desde que utilizados os medicamentos corretos. É o caso, por exemplo, de um novo tratamento experimental autorizado na Patagônia argentina: o óleo de cannabis. O produto, derivado da planta da maconha, é especialmente indicado para o alívio dos sintomas da Síndrome de Dravet, uma forma de epilepsia grave que atinge crianças. No Brasil, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) assegura a cobertura do tratamento da epilepsia pelos planos de saúde, inclusive com a implantação do estimulador do nervo vago, uma cirurgia simples mas que pode reduzir em até 90% as crises convulsivas em alguns casos.

Tratamento está sendo incorporado à rede pública de saúde de Chubut 

Na Argentina, o projeto do uso medicinal da maconha foi aprovado pelo Parlamento em agosto de 2016 e já está sendo fornecido à rede pública de Chubut, na Patagônia argentina, a primeira província a adotar Charlotte Web, como também é conhecido o óleo de cannabis. A substância também será incorporada ao seguro de saúde dos funcionários públicos.

A origem da medida foi a menina Micaela, que comoveu a cidade de Comodoro Rivadavia com suas convulsões fortíssimas, deterioração cognitiva, perdas de marcos do desenvolvimento, dor intensa, problemas motores e sofrimento. Como o tratamento da medicina tradicional não resolveu, o alternativo com o óleo de cannabis foi iniciado com sucesso. Micaela, hoje com 12 anos.

Canabidiol já é autorizado pela Anvisa para o uso no Brasil 

No Brasil estima-se que haja mais de 2 milhões de portadores da doença. Em março deste ano a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do Canabidiol (CBD), utilizado no tratamento de doenças como epilepsia, esclerose múltipla, convulsões e Síndrome de Lennox-Gastaut. Na mesma data o órgão autorizou também a importação por pessoa física de produtos com o Tetrahidrocannabinol (THC) em sua formulação para uso próprio e tratamento da saúde, assim como o CBD.

Livremente vendido e usado em diversos países como os Estados Unidos, onde é considerado um mero suplemento, o Canabidiol tem em sua composição diversas substâncias derivadas da maconha, sem características alucinógenas, psicóticas ou de dependência. Em São Paulo, o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) desde 2014 reconheceu e regulamentou o uso do CDB para os casos de epilepsias graves em bebês que bebem leite até os 2 anos de idade e em adolescentes, quando não respondem aos tratamentos convencionais já registrados na Anvisa.

A orientação dos especialistas é que tanto o Canabidiol quanto os demais medicamentos importados, de alto custo ou não, devam ser fornecidos pelo Estado ou plano de saúde aos pacientes de acordo com a prescrição médica e sem que haja qualquer limitação. Caso isso não ocorra, o consumidor deverá procurar o Poder Judiciário e assegurar o seu direito.

Cirurgia simples pode reduzir em 90% das convulsões e é coberta pelos planos de saúde no Brasil 

No Brasil, apesar de autorizado pela Anvisa desde 2000, um outro tratamento da epilepsia ainda é pouco conhecido: o implante do estimulador do nervo vago, uma cirurgia simples que é capaz de reduzir até 90% das crises convulsivas. O procedimento, que tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde determinada pela ANS desde janeiro de 2014, consiste na instalação de um gerador de impulsos elétricos sob a pele que envia impulsos para o cérebro através de um eletrodo acoplado no nervo vago esquerdo, no pescoço.

A terapia, no entanto, é considerada complementar e deve ser acompanhada por medicamentos anticonvulsivos, sendo especialmente indicada para portadores de epilepsia multifocal e que não têm indicação da cirurgia que retira o foco da doença no cérebro. Para quem não tem plano de saúde e depende da saúde pública brasileira, no entanto, o caso é mais complicado. Há poucos estimuladores comprados pelo SUS e geralmente é necessário entrar com mandados judiciais para ter acesso ao procedimento, avaliado em cerca de R$ 150 mil.

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