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Saúde

Entendendo um pouco mais sobre a mutação do vírus

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A nova mutação do vírus SARS-CoV-2 pegou muita gente de surpresa – entretanto, isso já era um comportamento esperado. 

É comum que, conforme o vírus se espalhe, se tenha modificações genéticas – sendo elas pequenas, mas que em algum momento se tornam diferenciais. A OMS avisa que os vírus mudam com o tempo, mas na maioria das vezes, a mutação não tem impacto direto na disseminação do agente. 

Nesse conteúdo iremos discutir um pouco mais sobre a nova mutação do vírus – o da Inglaterra, da África e a brasileira. Confira e se informe!

 

O começo

Todo mundo ficou muito preocupado com as últimas notícias sobre a nova mutação do vírus Sars-CoV-2, que ocorreu na Inglaterra. Essa variante já foi batizada como linhagem B.1.1.7 – que carrega 17 mutações em diferentes pontos do seu código genético. É interessante ressaltar que, dentre os diferentes pontos, temos relacionado a velocidade de transmissão. 

Falando sobre linhagens, aqui no Brasil existem cerca de 20 linhagens do novo coronavírus em circulação – tendo pequenas diferenças genéricas entre elas. 

 

Variantes que ganharam destaque

No momento, temos três variantes da mutação do vírus, são elas:

  • B.1.1.7 que foi identificada no final do ano de 2020 no Reino Unido;
  • 501Y.V2 encontrada na África do Sul;
  • P.1. a variante brasileira que foi detectada em Manaus, no Amazonas. 

As mutações que se destacam são a N501Y – que ocorreu nas três variantes – e a E484K – presente na variante brasileira e sul-africana. 

Essas mutações preocupam os cientistas pois ocorrem na proteína S, localizada logo na coroa do vírus. Basicamente, é ela que se conecta com o receptor ACE2 das células humanas – a principal porta de entrada para a infecção. 

 

Mas qual a diferença entre mutação, variante, linhagem e cepa?

A mutação do vírus ocorre de maneira aleatória no material genético. É importante ressaltar que essas alterações ocorrem com frequências, mas não necessariamente deixam o vírus mais forte ou mais transmissível. 

Quando falamos de variantes, queremos nos referir ao vírus que mudou durante seu processo de replicação. Quando essa mutação começa a aparecer muitas vezes, cientistas e especialistas fazem um sequenciamento do genoma. Se a mutação é “fixa”, isso consegue configurar a variante do vírus anterior. 

O vírus considerado ancestral pode ter várias variantes, sendo cada uma com uma modificação diferente.

A linhagem é caracterizada como um conjunto de variantes que são originárias de um vírus ancestral comum. 

E por fim, a cepa é uma variante – ou um grupo de variantes – dentro de uma linhagem que já se comporta um pouco diferente do vírus original. 

 

Mutação do vírus no Brasil

Uma nova variante do coronavírus foi encontrada no Amazonas – e trata-se da mesma variante identificada no Japão após turistas passarem pelo estado brasileiro. 

Essa variante tem diversas mutações que ainda não tinham sido encontradas. Ela envolve mutações na proteína S, que faz uma interação inicial com a célula humana

Se tratando das outras cepas – a do Reino Unido e da África do Sul – a brasileira possui um número menor de mutações na proteína S. As demais tiveram oito substituições de aminoácidos definidores de linhagem na proteína S. 

Para se informar mais e em tempo real, entre no site do governo!

 

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