Dor de cabeça ou Enxaqueca?

Quando ela começa às vezes a gente nem percebe, mas quando chega para ficar não tem bom humor que resista. Muita gente, no entanto, confunde dor de cabeça (a também chamada cefaleia) com enxaqueca. Sim, elas são bem diferentes, mas ambos os tipos podem ter sua causa investigada – e tratada – pelo plano de saúde. E então, pronta para descobrir se o que você tem é Dor de cabeça ou Enxaqueca?

 

Dor de cabeça ou Enxaqueca? Veja como identificar!

Você sabia que 2% das pessoas sofrem de algum tipo de dor de cabeça em todo o mundo? A princípio, ela pode ser primária, quando ela é o problema em si, ou secundária, quando é consequência de alguma outra doença – seja um simples resfriado ou um tumor.

Só para você ter uma ideia, na classificação internacional constam mais de 150 tipos de cefaleia, por todos os países. Ela costuma aparecer repentinamente por causa de estresse, cansaço, alimentação inadequada ou noites mal dormidas, por exemplo.

As dores, por sua vez, são de fracas a moderadas e podem ocorrer em qualquer parte da cabeça, e em ambos os lados. Se ela aparece com frequência, o ideal é procurar um clínico do plano de saúde para analisar os fatores que podem ser a causa e determinar, com maior precisão, se é dor de cabeça ou enxaqueca.

Dor de cabeça ou Enxaqueca? Existe uma pior?

Já a enxaqueca é uma condição bem mais séria. A princípio, ela é uma forma primária de dor de cabeça, sendo estimulada por condições multifatoriais. Estresse, ansiedade, mudanças hormonais, falta ou excesso de sono, álcool, dieta, exercício físico e fatores ambientais são os gatilhos mais comuns.

Uma curiosidade: para você ver como dor de cabeça e enxaqueca são coisas diferentes, a dor de cabeça, em si, pode ser leve ou inexistente em uma crise de enxaqueca.

Mas atenção, porque gatilho não é a mesma coisa que causa. Essa deve ser devidamente investigada pelos médicos do plano de saúde, e pode incluir especialidades como neurologistas, psicólogos, nutricionistas, psiquiatras e vários outros.

Por outro lado, ao contrário da dor de cabeça, a enxaqueca tem intensidade de média a forte, chegando a ser incapacitante em muitos casos. Ela ocorre em apenas um dos lados da cabeça, de forma pulsante, e aumenta de intensidade com atividade física, com odores fortes, luminosidade e barulho.

A enxaqueca também costuma causar náuseas e vômitos; aura, que são distúrbios visuais como pontos luminosos; formigamento no corpo e na face; fala embaralhada e cegueira parcial.

Enxaqueca ‘avisa’ quando está chegando

Muitas vezes é possível prever quando a enxaqueca aparecerá, porque assim como vários outros distúrbios, alguns sinais podem antecedê-la. Fadiga, mudança de humor, sonolência, mudança de apetite, perda de concentração, dificuldade para manter o foco, alterações gastrointestinais e até bocejos repetidos são alguns deles.

As crises de enxaqueca costumam durar entre 4 horas e 3 dias e aumentar com o uso inadequado de analgésicos, já que o organismo se habitua com a substância e ela começa a perder o efeito.

Muitas vezes, parte do tratamento é justamente a desintoxicação pelo uso abusivo de analgésicos e sintomáticos, medicamentos e medidas medicamentosas para o tratamento imediato da dor.

Enxaqueca é doença crônica que pode ser tratada, mas não tem cura

A enxaqueca não tem cura, mas tem tratamento. Como doença crônica, depois que a primeira crise ocorre, ela pode ir e vir sem regularidade determinada, desaparecendo por longos períodos.

Causada por um desequilíbrio químico no cérebro que envolve hormônios e peptídeos, ela acaba causando novos desequilíbrios entre os neurotransmissores, que acabam por causar novos sintomas. Nesse verdadeiro círculo vicioso, a falta de tratamento pode, inclusive, aumentar o risco de acidente vascular cerebral (AVC), principalmente nos casos em que ela apresenta aura. Pessoas com crises constantes de enxaqueca também estão mais propensas à depressão.

A enxaqueca pode ser tão forte que se torna incapacitante, fazendo com que haja queda de produtividade, das horas de lazer e do convívio social. Na Universidade de Michigan, o pesquisador brasileiro Alex Silva liderou um estudo que mostra a queda dos níveis de dopamina no cérebro de quem sofre com enxaqueca.

A falta dessa substância, responsável pela regulação da sensação de prazer, bem-estar e motivação, explica porque a pessoa em crise busca locais escuros em busca de reclusão e silêncio, longe de qualquer estímulo, dando tempo para o cérebro se recuperar.

Dor de cabeça ou enxaqueca? Tratamento pode ser feito pelo plano de saúde?

Seja dor de cabeça ou enxaqueca, o tratamento tem cobertura do plano de saúde, o que é uma vantagem a mais, principalmente por ser multidisciplinar.

A melhor abordagem deve ser definida pelo neurologista de acordo com a observação dos gatilhos mais comuns, além de exames clínicos e laboratoriais.

Muitas vezes os exames são todos normais e o diagnóstico é apenas clínico, mas há casos em que exames de imagens são necessários, como tomografias e ressonâncias magnéticas.

O tratamento, que varia de caso para caso, pode incluir medicamentos, neuroestimulação, fisioterapia, aplicação de botox, psicoterapia, mudanças na dieta etc.

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