Descubra se você é alérgico a alguma comida

De repente você percebe que tem tido problemas intestinais com muita frequência: náuseas, vômitos, coceiras e/ou manchas na pele, dificuldades respiratórias, como rinites e asma… Talvez você nem desconfie, mas pode estar entre os 220 a 520 milhões de pessoas em todo o mundo que têm alergia a algum tipo de alimento.

No Brasil, segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 8% das crianças e 5% dos adultos sofrem com esse mal, mas como descobrir se você é um deles? Se você tem plano de saúde, é possível resolver esse dilema de forma muito rápida e simples. Veja como e, caso o teste dê positivo, procure um nutricionista do plano de saúde para ajudar você a mudar alguns hábitos alimentares e a melhorar sua qualidade de vida.

Como descobrir se tenho alergia a alguma comida?

Você sabia que, apesar de existirem quase duas centenas de tipos de alimentos, 90% das reações alérgicas são causadas por ovos, leite, soja, glúten, frutos secos, crustáceos e amendoim? Então comece dando o primeiro passo para ajudar a diagnosticar uma possível alergia anotando tudo o que ingerir, o intervalo entre refeições ou lanches, o modo de preparo, se o produto era industrializado ou não, etc. Escreva também sobre as suas reações após a alimentação, inclusive com o intervalo entre a ingestão do alimento e o aparecimento dos sintomas. Esse pequeno “diário alimentar” ajudará bastante seu médico do alimento a chegar a um diagnóstico.

Marque uma consulta com seu médico do plano de saúde

O próximo passo é marcar uma consulta para fazer um teste subcutâneo com seu médico ou com um alergista do plano de saúde ou laboratório da rede credenciada ou rede própria para atendimento. O resultado desse teste, que é o mais comum, costuma sair bem rapidamente, às vezes até no mesmo dia.

Há ainda outros tipos de exames de alergia que podem ser realizados, como o sanguíneo e o de provocação oral. Eles podem ser feitos isoladamente ou em conjunto, dependendo da gravidade dos sintomas.

O próximo passo, caso dê positivo para alguma comida, é buscar um nutricionista para elaborar um plano alimentar, individualizado e baseado nos seus hábitos e rotina, de forma a evitar e/ou substituir aquele alimento. Dessa forma você terá uma dieta balanceada, sem perder nenhum nutriente indispensável ao bom funcionamento do seu organismo.

Alergia alimentar não é a mesma coisa que intolerância alimentar

A maioria das pessoas confunde, mas alergia e intolerância alimentar são dois problemas bastante diferentes. A intolerância é bastante comum e ela ocorre porque o alimento não é digerido corretamente. Por isso, a maioria dos sintomas estão relacionados ao sistema gastrointestinal: dor no estômago, inchaço no abdome, sensação de queimação na garganta, excesso de gases, vômitos e diarreia.

Ela pode afetar qualquer pessoa sem histórico familiar do problema e os sintomas costumam aparecer mais de 30 minutos após a ingestão do alimento, piorando de acordo com a quantidade ingerida. Além disso, os testes de alergia ficam inalterados quando o caso é de intolerância alimentar.

Já a alergia é um problema mais grave, que envolve o sistema imunológico e pode causar risco de morte. Isso acontece porque o organismo reconhece o alimento como se fosse um agente agressor e cria anticorpos contra ele, gerando uma resposta imunológica imediata.

É o que faz com que os sintomas sejam generalizados e apareçam praticamente de imediato após a ingestão do alimento. Os mais comuns são coceira intensa na pele, urticária e vermelhidão, vômitos e diarreia, inchaço no rosto ou na língua e problemas respiratórios.

Por que o exame para alergia alimentar é tão necessário?

É bastante comum a alergia alimentar começar na infância, mas também é comum as crianças se livrarem da alergia conforme vão envelhecendo. Os principais fatores de risco são histórico familiar (com casos de urticária, eczema, asma e alergias como a febre do feno); histórico de alergia alimentar (alergias da infância que desapareceram podem retornar anos mais tarde); idade (crianças e bebês são mais propensos), asma (que costuma acompanhar a alergia alimentar); e outras alergias.

De qualquer forma, o problema não tem cura e deve ser devidamente diagnosticado por testes específicos para que o alimento certo seja evitado. Ele é necessário também para que você tenha certeza de que o problema realmente existe: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1% da grande quantidade de pessoas que acredita ter alergia alimentar tem realmente o problema. A maior parte delas apresenta intolerância alimentar, que não aparece no exame de alergia.

Se você acredita que possa estar tendo alergia a algum tipo de comida, use seu plano de saúde para marcar uma consulta com seu médico ou com um alergista e fazer o teste específico.

(Fontes: G1Wikihow, Tua Saúde, Minha VidaHypescience, Revista Crescer)

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