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Oftalmológico Saúde

Conjuntivite: como evitar e tratar a doença

Leitura: 6 min
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Verão chegou e, com ele, o surto de conjuntivite no país. Só no estado do Mato Grosso do Sul, 53 municípios alarmaram casos, ou seja, 67% das cidades do estado. Em Caldas Novas, cidade turística de Goiás, também registrou alta de casos da doença neste início de ano. O coordenador do Núcleo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, José Custódio Neto, estima um aumento de aproximadamente 40% em relação ao mesmo período do ano passado. Já na cidade de São João Nepomuceno, em Minas Gerais, revela  cerca de 1.192 casos, segundo a Secretaria de Saúde, desde o carnaval.

Para combater a conjuntivite, que pode se originar de várias maneiras, preparamos uma lista de coisas a serem feitas para evitar e tratar a doença. Confira agora!

Várias formas de contrair conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte da frente dos olhos e o interior das pálpebras, responsável por proteger e lubrificar esse órgão tão delicado. A doença pode ser infecciosa – causada por vírus, bactérias, fungos ou protozoários – ou então não infecciosa, provocada por alergias e por produtos químicos.

Os sinais de desconforto variam de uma pessoa para outra, mesmo porque existem vários tipos de conjuntivite. Embora o problema possa parecer simples, é necessário consultar um especialista do plano de saúde.

Causas da doença

A conjuntivite pode ser causada por:

  • Fumaça;
  • Alergia ao cloro das piscinas;
  • Produtos de limpeza;
  • Maquiagem fora do prazo de validade ou contaminada;
  • Vírus;
  • Bactérias;
  • Poluição;
  • Pólen espalhado no ar.

Tipos de conjuntivite

 

A conjuntivite viral é a forma mais comum de conjuntivite, representa cerca de 90% das inflamações detectadas, porém, como já dissemos, não é a única possível. Os tipos de conjuntivite são:

  • Conjuntivite química: ocorre quando os olhos têm contato com produtos como cloro, spray, sabonete e fumaça de cigarro;
  • Ceratoconjuntivite “Sicca”: conhecida também como doença dos olhos secos, a conjuntivite é ocasionada pela diminuição da produção da lágrima;
  • Conjuntivite viral: a mais comum é causada pelo adenovírus, que atinge geralmente pessoas entre 20 e 40 anos e tem grandes possibilidades de contágio;
  • Conjuntivite bacteriana: em geral é mais grave que a viral, com secreção purulenta;
  • Conjuntivite alérgica: os mais afetados são os pré-adolescentes e pessoas que sofrem com alergia a pó e perfumes;

Sintomas da conjuntivite

Nem sempre os olhos ficam vermelhos, por vezes, o principal sintoma da conjuntivite é a secreção abundante que faz com que o indivíduo acorde com os cílios colados e tenha alguma dificuldade em abrir os olhos. Os principais sintomas da conjuntivite são:

  • Coceira;
  • Fotofobia (dor ao olhar para a luz);
  • Visão borrada;
  • Pálpebras grudadas quando a pessoa acorda;
  • Olhos vermelhos e lacrimejantes;
  • Pálpebras inchadas;
  • Sensação de areia ou de ciscos nos olhos;
  • Secreção purulenta (conjuntivite bacteriana);
  • Secreção esbranquiçada (conjuntivite viral).

Como tratar a conjuntivite

Lave os olhos e faça compressas com água gelada, que deve ser filtrada e fervida, ou com soro fisiológico. Para a conjuntivite viral não existem medicamentos específicos. Cuidados especiais com a higiene ajudam a controlar o contágio e a evolução da doença.

Não esqueça que, acima de tudo, você não deve se automedicar. A indicação de qualquer remédio só pode ser feita por um médico especialista, até porque alguns colírios são altamente contraindicados porque podem provocar sérias complicações e agravar o quadro.

Como evitar e controlar a doença

As medidas de prevenção e controle da doença são:

  • Não compartilhar o uso de esponjas, rímel, delineadores ou de qualquer outro produto de beleza;
  • Evitar contato direto com outras pessoas;
  • Não ficar em ambientes onde há bebês;
  • Não usar lentes de contato durante esse período;
  • Evitar banhos de sol;
  • Evitar luz, pois pode fazer com que o olho contaminado venha a doer mais;
  • Lavar as mãos frequentemente;
  • As mãos não devem entrar em contato com locais sujos e depois em contato com os olhos;
  • Evitar aglomerações ou frequentar piscinas de academias ou clubes e praias;
  • Lavar com frequência o rosto e as mãos, uma vez que são veículos importantes para a transmissão de microrganismos patogênicos;
  • Não coçar os olhos;
  • Aumentar a frequência com que troca as toalhas do banheiro e sabonete ou use toalhas de papel para enxugar o rosto e as mãos;
  • Higienizar muito bem as mãos antes de colocar lentes de contato;
  • Trocar as fronhas dos travesseiros diariamente enquanto perdurar a crise.

Não deixe de cuidar da sua saúde, tome sempre cuidado com sua higiene e, assim, o contágio da doença será menor. E não esqueça de ir ao médico oftalmologista, pois só ele avaliará melhor seu caso e passará o remédio realmente indicado.

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