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Câncer Para Homens Saúde

Como um Plano de Saúde auxilia no tratamento de câncer de próstata

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O ano de 2016 deverá fechar com mais de 61 mil novos casos de câncer de próstata no Brasil, o mais incidente dos tipos de câncer entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Os números do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram uma doença silenciosa, que dificilmente apresenta sintomas a não ser em sua fase mais avançada, quando são percebidos sinais como urinar pouco de cada vez ou com frequência, ter dificuldade, dor ou sensação de ardor ao fazer urinar, e ainda presença de sangue na urina ou no sêmen e ter ejaculação dolorosa. Mais comum em homens com mais de 50 anos, muitos ainda ficam em dúvida se têm ou não direito à cobertura do tratamento pelos planos de saúde – mas a notícia é boa. A Justiça entende que, em todos os casos, as operadoras devem, sim, custear os procedimentos.

Planos de saúde devem cobrir tratamento oncológico  

A dúvida é comum e preocupante, principalmente porque os tipos de planos de saúde variam bastante e muitos não têm o tratamento oncológico ambulatorial e hospitalar – que englobam quimioterapia, radioterapia e intervenção cirúrgica – estipulado em contrato. O que fazer então quando o homem descobre estar com câncer de próstata?

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é o órgão responsável pela regulamentação das operadoras, estipula em cláusula normativa que os planos de saúde são obrigados apenas a oferecer o que estiver estipulado em contrato, de acordo com o tipo de plano e a cobertura contratados, mais os itens determinados no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da própria ANS, uma lista que é revisada a cada dois anos e pode ser consultada no site da agência.

Médico responsável deve determinar qual o melhor tratamento 

No entanto, aos olhos da Justiça o entendimento é outro. Para o Poder Judiciário, os planos de saúde devem cobrir todos os procedimentos indispensáveis à preservação da vida do beneficiário e determinados pelo médico que o estiver assistindo. O Supremo Tribunal de Justiça (STJ)  já decidiu que  não é a operadora, mas sim o médico responsável que tem a competência para determinar o tratamento para o seu paciente, o qual deverá ser acatado pelo plano de saúde.

Por outro lado, a própria Lei dos Planos e Seguros de Saúde estabelece a obrigatoriedade de cobertura de todas as despesas com o tratamento oncológico, ainda que observadas as condições estipuladas em contrato relacionadas ao tipo do plano, se hospitalar ou ambulatorial ou ambos. Por outro lado, o plano de saúde cobre também os exames diagnósticos, que para homens acima dos 50 anos ou com histórico familiar da doença devem ser realizados anualmente.

O plano de saúde é portanto, tanto pelo ângulo da ANS quanto da Justiça, um grande auxílio para os portadores de câncer de próstata, propiciando também uma grande lista de oncologistas, hospitais especializados e laboratórios clínicos e de imagens para a realização dos tratamentos e dos exames.

Entenda melhor o câncer de próstata 

próstata é uma glândula acessória exclusiva do sistema genital masculino, que que fica localizada abaixo da bexiga. E é responsável por liberar uma secreção alcalina que neutraliza a acidez da uretra e das secreções vaginais. Juntamente com o líquido seminal essa secreção forma o sêmen. São vários os fatores que podem causar câncer de próstata: genéticos, hormonais, alimentares, ambientais e até o sedentarismo e seu diagnóstico deve ser feito através de exames como o PSA e o de toque.

De acordo com o próprio Inca, na maior parte dos casos a evolução do câncer de próstata é lenta, podendo levar quase duas décadas ara atingir 1 cm³, mas quando o câncer de próstata é de um tipo mais agressivo ele pode se espalhar rapidamente pelo corpo causando a metástase e levando ao óbito. Como não há como determinar a velocidade da evolução da doença, ao descobri-la o tratamento padrão para o câncer de próstata é a prostatectomia radical, a cirurgia de retirada da próstata, das vesículas seminais e linfadenectomia ilíaco-obturadora bilateral, mas a linfadenectomia estendida é indicada para pacientes considerados de risco intermediário e alto.

A ideia é retirar totalmente o câncer, antes que ele se desenvolva mais e faça metástase, alcançando outras partes do corpo, mas em vários casos, dependendo de fatores como a idade do paciente, o estágio, o tamanho e o risco de metástase, pode se indicado também tratamento quimioterápico ou radioterápico, sempre a critério médico.

Para quem não tem ainda um plano de saúde, o procedimento é bastante simples: basta ver os planos oferecidos pelas operadoras que atuam na sua região, escolher um deles e fazer uma cotação online, sem compromisso. Você também pode contar com a assistência de um corretor especializado para esclarecer dúvidas e dar sugestões dos melhores planos de saúde para o seu perfil. O importante é ter a certeza de estar bem assegurado e ter acesso aos melhores profissionais de saúde sempre que precisar. Você vale esse investimento.

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