Como tratar o AVC com o plano de saúde

Como tratar o AVC com o plano de saúde

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Mais uma vitória acaba de ser conquistada para os beneficiários dos planos de saúde. A Justiça de Goiânia acaba de abrir jurisprudência para que as operadoras providenciem tratamento às vítimas de acidente vascular cerebral (AVC). O juiz entendeu que a autora, vítima de sequelas que a deixaram em estado vegetativo, tem direito a home care com cuidados diurnos e noturnos, além de fisioterapeuta e fonoaudiólogo uma vez ao dia.

A Unimed Goiânia Cooperativa de Trabalho Médico havia negado o tratamento sob a alegação de que o serviço não estava previsto na cobertura contratada. De acordo com o juiz, da 4ª Vara Cível de Goiânia, as normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora das operadoras de saúde, determinam que os planos de saúde podem estabelecer as doenças que terão cobertura, mas não o tipo de tratamento utilizado para sua cura.

Devido ao grave estado de saúde da autora, o juiz deferiu tutela antecipada sob a alegação de que ela não tem condições de aguardar o desfecho de uma ação judicial ajuizada em seu favor, sob pena de sofrer “dano irreparável ou de difícil reparação”.

Entenda melhor o que é um AVC

O acidente vascular cerebral (AVC), acidente vascular encefálico (AVE) ou “derrame” ocorre quando os vasos que levam o sangue ao cérebro entopem ou se rompem. Há então uma paralisação da área do território vascular que ficou sem a circulação sanguínea adequada.

O AVC pode ocorrer de duas formas. Ele pode ser isquêmico, que ocorre quando há redução ou obstrução brusca do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, ou hemorrágico, causado pela ruptura espontânea, ou seja, não traumática, de um vaso, com extravazamento de sangue para o interior do cérebro (hemorragia intracerebral), para o sistema ventricular (hemorragia intraventricular) e/ou para o espaço subaracnóideo (hemorragia subaracnóide).

Atenção aos sinais que antecedem o AVC

Alguns sinais costumam preceder o AVC, que quanto antes for reconhecido, menos danos cerebrais pode acarretar. Se ocorrer o início súbito de um desses sintomas encaminhe-se ou peça para ser levado o mais rapidamente possível a um serviço de emergência do seu plano de saúde, porque, nesse caso, cada segundo pode significar a diferença entre a gravidade das sequelas ou mesmo a morte.

Verifique e anote a hora em que apareceram os primeiros sintomas e informe ao médico que fizer logo no primeiro atendimento. Dentro de um período entre quatro e cinco horas um medicamento ainda é capaz de dissolver o coágulo formado nos casos de AVC isquêmico, reduzindo o risco de sequelas. O AVC isquêmico é o tipo mais comum.

  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente;
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • Confusão, alteração da fala ou compreensão;
  • Alteração do equilíbrio, da coordenação motora, tontura ou alteração no andar.

Fatores de risco para o AVC

Ficar atendo aos fatores de risco que propiciam o surgimento de um AVC pode reduzir a sua probabilidade de ocorrência e melhorar a qualidade de vida. Ainda que ele possa ocorrer a qualquer idade e com qualquer um, os fatores de risco relacionados ao AVC são:

Idade e sexo – Mesmo crianças e até recém-nascidos podem ter um AVC, mas sua incidência avança juntamente com a idade. Pessoas do sexo masculino e têm maior tendência ao desenvolvimento de AVC.

Histórico – Quem já teve qualquer doença vascular, inclusive no coração, também tem mais riscos de ter um AVC.

Doenças cardíacas – Todas, mas especialmente as doenças cardíacas que produzem arritmias: a corrente sanguínea irregular e facilita a formação de coágulos no coração e que podem chegar pela circulação nos vasos do cérebro, diminuindo o fluxo sanguíneo e causando um AVC.

Tabagismo – O tabagismo é associado ao AVC mesmo que seja em pouca quantidade. As substâncias químicas tóxicas presentes no cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório.

Hipertensão – A pressão elevada, lesiona os vasos sanguíneos do cérebro e pode causar um AVC.

Diabetes –  Causada pela deficiência do hormônio insulina (essencial no metabolismo da glicose (açúcar) no corpo) ou por resistência a ele, a diabetes promove um excesso de “açúcar no sangue”, aumentando os problemas circulatórios. Pessoas com diabetes devem cuidar atentamente os níveis da pressão arterial, que também tende a subir com a doença, aumentando o risco de um AVC.

Sedentarismo – A atividade física reduz o risco de doença vascular. Já o sedentarismo leva ao aumento de peso, predispondo à hipertensão, diabetes e níveis inadequados de colesterol no sangue – todos fatores de risco para AVC .

Álcool e drogas – O consumo rotineiro de álcool leva a hipertensão e níveis inadequados de colesterol no sangue. Já o uso de cocaína ou crack é capaz de gerar lesão arterial e picos hipertensivos associados ao desenvolvimento de AVC.

Anticoncepcionais – Principalmente quando associado ao tabagismo, ao uso de drogas, à hipertensão arterial ou enxaqueca o uso de anticoncepcionais está relacionado à incidência de AVC. Consulte seu ginecologista do plano de saúde para tomar a decisão mais assertova para o seu caso.

Prevenir o AVC é muito mais fácil do que consertar seus estragos. se você possui qualquer um desses fatores de risco, consulte seu médico do plano de saúde e inicie um tratamento para minimizá-los. Não esqueça que os exames regulares preventivos, os check-ups, são fundamentais para manter sua saúde em dia.

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