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Para Mães e Filhos Saúde

Como identificar se meu bebê tem autismo?

Leitura: 8 min
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O número de bebês com autismo – ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) – tem aumentado nos últimos anos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1980 uma em cada 500 crianças era diagnosticadas com a doença. Hoje a taxa é de uma para cada 68 bebês.

De acordo com especialistas, esse grande aumento do número de casos, que já fez a OMS classificar o distúrbio como uma questão de saúde pública mundial, é causado por vários fatores.

Um deles é justamente uma mudança na forma de diagnosticar o autismo.

Mas como identificar se meu bebê tem autismo? O que causa doença? Existe alguma forma de prevenção? Qual a posição do plano de saúde em relação ao tratamento? Veja a resposta para essas questões e saiba tudo sobre o assunto.

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Diagnóstico: como identificar se meu bebê tem autismo?

Até meados dos anos 90, a criança precisava não interagir socialmente nem se comunicar para ser diagnosticada como autista.

Mas a partir daí o diagnóstico foi expandido para alguma alteração na qualidade da comunicação e da interação social em comparação a outras crianças da mesma idade.

Na mesma época, houve um aumento espontâneo do assunto autismo entre a comunidade médica e as pessoas de um modo geral, o que também ajudou bastante não só a conhecer mais a doença, mas a melhorar o diagnóstico.

Outro fator que também influencia no aumento dos casos é o ambiental. De acordo com o Ambulatório de Cognição Social da Universidade Federal de São Paulo, o uso de medicações durante a gravidez, de pesticidas, exposição ao tabaco, álcool, fumo, álcool e diferentes substâncias também fazem com que aumente a probabilidade de combinação de causas multifatoriais genéticas e ambientais, fazendo com que o feto tenha predisposição ao distúrbio.

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins (EUA), sugere que o excesso de ácido fólico durante a gestação aumente em até duas vezes o risco de autismo nos bebês.

O ácido fólico é a forma sintética do folato, uma espécie de vitamina B, que é essencial na gravidez.

A substância ajuda no desenvolvimento neurológico do feto durante o fechamento do tubo neural. Se ele for prejudicado, pode acarretar em alguns problemas morfológicos, como lábio liporino, fenda palatina e anencefalia.

Para evitar a falta de ácido fólico, que pode causar esses problemas e aumentar o risco de autismo, é essencial o acompanhamento médico pelo plano de saúde, que cobre todas as consultas, exames e procedimentos relativos ao pré natal.

Primeiros 2 primeiros anos de vida devem ser observados de perto

Mas como identificar se meu bebê tem autismo? Ainda que as causas do autismo ainda sejam um tanto misteriosas e vários estudos se revezem em busca de respostas cada vez mais exatas, a observação de uma verdadeira constelação de sintomas é fundamental durante os dois primeiros anos de vida da criança.

Os principais deles são a dificuldade de interação social e de comunicação, a necessidade de manter uma rotina e a presença de comportamentos repetitivos. Em alguns casos, logos nos primeiros meses de vida é possível identificar alguns deles.

É comum, por exemplo, o bebê procurar com os olhos o rosto de quem fala com eles, instintivamente dando enorme atenção aos olhos dos pais.

As crianças com autismo não buscam por essa interação, mas se isolam em um mundo em que o que dá a tônica não são as outras pessoas, mas os objetos.

O TEA afeta o que os especialistas chamam de cérebro social, prejudicando o funcionamento das células envolvidas no processamento das informações relacionadas à comunicação e à interação social.

O problema é que o diagnóstico é justamente baseado em uma lista de sintomas e sinais e no quanto comprometem a vida do portador.

Quando esses sintomas são muito sutis, muitas pessoas passam os anos lutando com dificuldades sem tratamento porque não foram devidamente diagnosticadas.

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Plano de saúde ajuda a diagnosticar se meu bebê tem autismo?

Os planos de saúde têm cobertura obrigatória com psicólogos e psiquiatras que fazem o diagnóstico, mas na hora do tratamento, muitos negam legando que não constam no Rol de Eventos e Procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Esse, no entanto, não é o entendimento do Judiciário, que considera o rol apenas uma cobertura mínima para todos os beneficiários.

O Judiciário entende que a negativa do plano de saúde fere o Princípio da Função Social do Contrato, gerando a ineficácia da relação e ofendendo a dignidade da pessoa e a interesses sociais, dentre outros prejuízos inaceitáveis ao Direito.

Dessa forma, assim que o diagnóstico for confirmado, é imprescindível o início o mais cedo possível do tratamento, já que quanto antes iniciado, melhor será sua eficiência.

A escolha das especialidades será feita pelo médico de acordo com o quadro específico de cada criança e a compatibilidade de terapias entre si.

De uma forma geral, no entanto, as terapias mais solicitadas são equoterapia, psicomotricidade relacional, psicomotricidade aquática, psicomotricidade funcional, musicoterapia, terapia ocupacional sensorial, fonoaudiologia cognitivo comportamental, fonoaudiologia e terapia ABA.

Normalmente, alguns desse tratamentos são negados imediatamente pelos planos de saúde sob a alegação de não terem cobertura, e sugerindo a substituição por outros – o que também não é aceitável.

O Superior Tribunal de Justiça por diversas vezes já manifestou que um plano de saúde pode excluir de sua cobertura patologias, mas não pode cobrir a patologia e excluir tratamento indicado para esta, sendo as restrições contratuais remetentes ao Rol da ANS consideradas abusivas.

Portanto, é possível não só mover a ação, como pedir tutela antecipada, solicitando que haja a liberação do tratamento pelo plano de saúde, de forma provisória, até o julgamento final da ação.

O Judiciário, portanto, praticamente garante a cobertura do tratamento de autismo pelo plano de saúde, ainda que você tenha que ter resguardo judicial.

É bom lembrar, no entanto, que algumas operadoras já liberam o tratamento mesmo sem ação na Justiça.

(Fontes: Veja, Minha Vida, JusBrasil, Revista Claudia, Gazeta do Povo, Lagarta Vira Pupa, Uol)

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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