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Cobertura e Carência do Plano de Saúde para Apendicite

Você sabe o que é apendicite? Veja como é feito o tratamento pelo plano de saúde e como fazer valer seus direitos!

Leitura: 5 min
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Dor abdominal mal localizada, um pouquinho para o lado direito. Febre baixa e um mal-estar geral que não passa. Na maioria das vezes, é apenas um pedacinho duro de fezes que está fazendo um grande estrago: apendicite.

É preciso agir rápido, porque com mais de 3 dias há o risco de o apêndice estourar e causar infecção generalizada. A solução é retirar, já que o órgão, assim como a amídala, não tem função bem definida.

Nos Estados Unidos, uma cirurgia de apendicite custa em torno de R$ 180 mil, com 3 ou 4 dias de internação. Ainda bem que você tem plano de saúde, que cobre o procedimento. Mas e se estiver no período de carência para  cirurgia, o que fazer? Será que o plano de saúde pode negar o procedimento?

Primeiro, entenda o que é apendicite

A apendicite ocorre entre 5% e 10% da população do mundo, principalmente entre 10 e 50 anos de idade. As vítimas são aleatórias, mas a doença, se não for tratada com urgência, pode causar a morte.

Localizado na primeira porção do intestino grosso, no chamado ceco, o apêndice não tem uma função bem definida no organismo. Quando ocorre alguma obstrução, acontece uma proliferação rápida de bactérias.

A infecção pode também rapidamente, atingir todo abdome gerando infecção generalizada, chamada sepse, que geralmente leva a óbito. A questão é que, nas primeiras 12 horas, é difícil compreender o que é, porque a dor é difusa. Os analgésicos comuns, no entanto, não dão conta.

apendicite

Para o médico, o exame clínico geralmente basta para identificar a apendicite, mas raios-X e ultrassonografia confirmam o diagnóstico. A partir daí é preciso agir rápido e só há um tratamento: a cirurgia.

Essa, por sua vez, pode ver feita de duas formas, pelo modo convencional ou pela videolaparascopia, que são 3 furinhos. A escolha depende do médico e das condições do paciente.

O que acontece se plano ainda estiver na carência para cirurgia

A carência para cirurgia é de 120 dias, mas a apendicite, assim como qualquer doença, não respeita prazos. Como a ação tem que ser rápida sob risco de morte do paciente, a situação é considerada de urgência. E o prazo máximo de carência para urgências e emergências é de 24 horas.

Apesar disso, não é incomum o plano de saúde negar a cirurgia de apendicite sob a alegação de que o prazo de carência ainda não foi cumprido. Caso isso aconteça, deve-se entrar na Justiça para conseguir uma liminar, a qual, por sua vez, concede o cumprimento imediato do procedimento.

Várias ações do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já geraram jurisprudência nesse sentido, inclusive com ressarcimento de danos morais por agravamento da situação de aflição psicológica e angústia.

É bom lembrar que o atendimento a procedimentos de urgência e emergência é regulado pela Lei nº 9.656 /98, que estabelece no art. 12 , inc. V, alínea C, que a carência máxima permitida para tratamentos de urgência e emergência é de 24 horas.

Da mesma forma, o artigo 35-C da Lei nº 9.656 /98 dispõe que o usuário do plano de saúde tem direito ao custeio das despesas médico-hospitalares mesmo antes de cumprido o período de carência, desde que demonstre se tratar de situação de emergência ou urgência.

Assim, a cirurgia de apendicite se enquadra nesses critérios, portanto deve ser coberta pelo plano de saúde independentemente do prazo de carência.

apendicite

É possível prevenir a apendicite?

As pessoas são pegas de surpresa pela apendicite, mas ao longo da vida é possível prevenir a doença. A principal forma é através da alimentação. A ingestão de fibras é altamente recomendada, melhorando o funcionamento do intestino.

Além disso alimentos fibrosos também colaboram para uma melhor digestão e para a saúde de modo geral. Insira na dieta diária alimentos como cenoura, mamão, laranja, couve, brócolis, alface, abóbora, granola, aveia, cereais e alimentos integrais.

Outra forma de prevenir a apendicite é através da ingestão adequada de água (litros por dia) aliada à pratica de exercícios físicos regulares.

Com essas práticas, não só estará reduzindo o risco de apendicite, mas favorecendo sua saúde de forma geral.

(Fontes: JusBrasil, Lex Magister, Instituto Digestivo, Superinteressante, Infomoney, Cidade Verde)

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Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

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