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Aborto Espontâneo é mais comum do que você imagina

Leitura: 6 min
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Se descobrir grávida é um momento de magia para a maioria das mulheres. No entanto, apesar de gravidez não ser doença, é preciso muita atenção. O plano de saúde, por exemplo, é essencial para manter o cronograma perfeito do pré-natal e evitar riscos para a mamãe e para o bebê. Entretanto, há certos problemas que podem ocorrer durante as 20 primeiras semanas de gestação que podem gerar um aborto espontâneo. Ficar a par deles pode colaborar para a redução do risco, mas também ajudar a mulher a superar um momento difícil. Afinal, o aborto espontâneo é mais comum do que a maioria das pessoas imagina. Veja por que.

Mas o que é um aborto espontâneo?

Se considera um aborto espontâneo aquele ocorrido durante as 20 primeiras semanas de gravidez, de forma involuntária. Se calcula que entre 13% e 16% das mulheres tenha um aborto espontâneo antes mesmo saber que estão grávidas.

De forma geral, estima-se que ele seja o responsável por cerca de 20% das gestações que não chegam ao fim, sendo 20% deles nas primeiras 12 semanas de gestação.

Nessa fase, os principais órgãos do feto estão começando a se formar. Quando há algum problema nesse processo, o organismo feminino encontra um jeito de eliminar o problema. Assim, como uma forma de seleção natural, a má formação é uma das maiores responsáveis pelo aborto espontâneo.

Conheça as principais causas do aborto espontâneo

A má formação é uma das principais causas do aborto espontâneo e pode ser causada por erros em genes ou cromossomos. Eles ocorrem no processo de divisão das células. Dificilmente têm alguma coisa a ver com problemas herdados dos pais. O aborto espontâneo por má formação pode ocorrer por falta de desenvolvimento do feto (óbito embrionário); simplesmente por não haver formação de embrião e, mais raramente, a chamada gravidez molar. Ela ocorre quando, em vez de desenvolver uma placenta, o organismo cria uma massa de cistos.

As alterações hormonais também são responsáveis por um bom número de abortos espontâneos. Geralmente por falta de progesterona, ela pode ocorrer quando a mulher faz uso de medicamentos hormonais sem orientação médica. Por isso o acompanhamento ginecológico periódico pelo médico do plano de saúde é tão importante.

Gravidez ectópica é outro motivo de aborto espontâneo. Ela acontece quando o embrião se desenvolve fora do útero.

Problemas no útero também são causas comuns, respondendo por 10% de todos os abortos espontâneos. O mais comum é insuficiência do ístimo-cervical. Outros são útero septado, bi-corno ou arqueado. Problemas no endométrio também são outro motivo, como miomas ou pólipos que prejudicam a fixação do embrião na parede do útero. Em alguns casos pode haver a necessidade de cirurgia para correção da anatomia do útero.

Quem tem ovários policísticos tem 50% mais chances de sofrer um aborto espontâneo. Há tratamentos cobertos pelos planos de saúde que podem reverter esse quadro, impedindo novas interrupções na gravidez.

Hipertireoidismo e hipotireoidismo também podem causar aborto espontâneo, assim como a presença de corpos anti-tireoidianos. É preciso tratar as doenças na tireoide com o médico do plano de saúde. Medicamentos como corticoides podem ser usados, mas precisam de orientação médica.

Algumas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) também podem causar a interrupção involuntária da gravidez. As principais são clamídia, sífilis, brucelose, micoplasma e gonococos.

Se o pai tiver alguma doença autoimune, o corpo da mulher pode atacar o embrião como corpo estranho. Isso pode ocorrer ainda que pai e mãe tenham boa saúde e exames normais. Há vacinas específicas e individualizadas que devem ser tomadas em série para preparar o organismo para uma próxima gravidez.

Outros problemas e sintomas do aborto espontâneo

Outros problemas que aumentam o risco de aborto espontâneo são tabagismo e álcool em excesso, uso de drogas em geral, consumo excessivo de cafeína durante a gestação; medicamentos tomados sem orientação médica; baixo peso ou obesidade; diabetes não controlada; infecções e trombofilias.

Os principais sintomas do aborto espontâneo são sangramento vaginal, geralmente, mas não necessariamente, acompanhado por fortes dores abdominais e contrações uterinas.

No entanto, ele pode ocorrer apenas com uma secreção, indicativa do rompimento da bolsa, ou sem sangramento ou dor. Apenas os exames do pré-natal pode indicar se o embrião continua se desenvolvendo perfeitamente ou não.

Qualquer sintoma deve gerar uma consulta imediata ao seu ginecologista do plano de saúde. Caso o aborto espontâneo tenha ocorrido mas ainda restar qualquer material sólido, será preciso fazer a retirada mecânica do feto ou placenta através de curetagem.

Como o plano de saúde pode ajudar

Manter seu plano de saúde em dia é uma grande ajuda nessas horas. O ideal é se preparar antes da gestação com consultas regulares ao ginecologista e seguir o calendário do pré-natal ao descobrir a gravidez.

Se houver a ocorrência de um aborto espontâneo o médico deve ser imediatamente avisado. Na maior parte das vezes é possível engravidar novamente, após um período recomendado de 3 a 6 meses de espera.

Quem tem plano de saúde também pode contar com sessões de psicoterapia ilimitadas, caso haja trauma psicológico no ocorrido.

(Fontes: Minha Vida, Tua Saúde, Guia do Bebê)

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