fbpx
Ir para o conteúdo
Para Grávidas Para Mães e Filhos Para Mulheres

6 verdades sobre depressão pós-parto que todos deveriam saber

Leitura: 10 min
1297 visualizações

A depressão pós-parto atinge uma em cada quatro brasileiras, segundo os dados da Fiocruz, 26,3% das mulheres, percentual bem acima da média para países de baixa renda, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 19,8%.

Ainda assim, a depressão pós-parto (DPP) ainda é mal compreendida por homens e mulheres em todo o mundo.

Apesar de alarmantes, no entanto, os números não mostram a devastação que o mal pode causar. Ainda que a depressão seja uma doença recorrente na vida moderna, as mulheres estão mais sujeitas a episódios repentinos de depressão pós-parto, mesmo naquelas em que não há qualquer histórico da doença.

Nos casos em que não há tratamento adequado, a depressão pode se tornar crônica e ser irrecuperável, podendo levar, inclusive, à morte precoce.

Da mesma forma que a doença ainda é mal compreendida, nem todas sabem, por exemplo, que os planos de saúde podem ter papel importante na recuperação feminina.

Como a informação é e sempre será o melhor tratamento, inclusive contra o preconceito, conheça agora 6 verdades sobre depressão pós-parto e como os planos de saúde podem ajudar no tratamento.

depressão pós-parto

 

1 – Causas da depressão pós-parto

Sabe aquela sensação de tristeza e sensibilidade extrema que afeta até 80% das mulheres por dias após o parto? Não, isso não é depressão pós-parto, isso é o famoso “baby blues”, uma melancolia pela maternidade causada pelo desequilíbrio hormonal que tende a melhorar gradualmente até a segunda semana pós-parto.

A depressão pós-parto é diferente – e muito mais grave. Ela pode surgir tanto entre a quarta e sexta semana depois do nascimento como em qualquer momento ao longo do primeiro ano de vida da criança, período que pode se estender por até dois anos.

Apesar de não haver uma causa específica, alguns fatores podem levar a recém-mamãe a desenvolver um quadro depressivo pós-parto.

Entre eles estão o cansaço excessivo, grandes alterações nos níveis hormonais, inclusive nos da tireoide; insônia; sono interrompido; sentimento de inadequação ou incapacidade para lidar com o bebê; estresse causado por mudanças no trabalho e na rotina da casa; sentimento de necessidade de ser uma mãe perfeita; sentir-se pouco atraente; insatisfação com o corpo após a gravidez; falta de tempo livre; crise conjugal e falta de apoio familiar; dificuldade financeira; quadros anteriores de depressão; gravidez não planejada ou não desejada, etc.

Alguns sintomas também costumam indicar a depressão pós-parto. Alguns deles são sentimento de raiva, desinteresse ou rejeição pelo bebê; sono e alimentação desregulados; desânimo e sentimento de incapacidade; tristeza desproporcional; pensamentos suicidas e, em alguns casos homicidas; falta de interesse ou prazer nas atividades cotidianas; culpa, etc.

2 – Relatos de mães que sofreram depressão pós-parto

Apesar de alguns pontos em comum na maioria dos casos, nem todas as mães com depressão pós-parto interagem da mesma forma com seus bebês – podendo ser retraídas, sem qualquer interesse pelo bebê; intrusivas, chegando a contatos físicos ásperos; ou até exagerar na interação com seus filhotes.

Para a americana Alexandra Kilmurray, por exemplo, as marcas deixadas na pele pela gravidez agravaram a depressão pós-parto.

Em relato no Instagram, ela conta que levou 18 meses para começar a ver luz em meio à depressão pós-parto, começando a sentir-se novamente em sua própria pele.

3 – Mães muito apegadas também podem desenvolver depressão pós-parto

A depressão pós-parto atinge mulheres do mundo inteiro, de qualquer raça ou classe social. A cantora Adele, por exemplo, desenvolveu a doença em forma de obsessão pela criança.

Ela conta que ficou superprotetora, e se sentia inadequada, como se tivesse tomado a pior decisão da vida ao decidir engravidar.
Fonte: estilo.uol.com.br

De acordo com especialistas, nesse tipo de depressão pós-parto é comum a mulher desenvolver um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) associado, verificando a cada minuto a respiração do bebê ou o agasalhando demais, por exemplo.

Nesse caso, a doença demora mais a ser percebida pela família, que julga normal a preocupação com a criança e não identifica o exagero.

Em qualquer um dos casos a depressão pós-parto precisa ser tratada para não se tornar crônica.

4 – Benefícios da anestesia epidural na diminuição dos riscos de depressão pós-parto

Uma descoberta, no entanto, pode reduzir as chances do desenvolvimento da depressão pós-parto. Pesquisadores do Centro de Medicina da Universidade de Pittsburgh descobriram que a anestesia epidural pode estar relacionada à redução dos riscos de DPP.

A anestesia pode ser aplicada durante o trabalho de parto (tanto em partos normais quanto em cesáreas) para diminuir as dores das contrações.

Os cientistas analisaram os registros e diagnósticos de 201 mulheres e chegaram à conclusão que aquelas que receberam a anestesia e sentiram menos dor tiveram menos sintomas depressivos no pós-parto.

Os próprios pesquisadores lembram, no entanto, que a descoberta não chega a ser uma garantia que quem optar pela anestesia não terá depressão pós-parto, já que outros fatores também estão envolvidos no processo.
Fonte: paisefilhos.com.br

5 – Como o Muay Tai pode ajudar a tratar a DPP

A atividade física pode colaborar no tratamento da depressão pós-parto de uma forma bastante significativa. Isso é o que está sendo descoberto por um número cada vez maior de mulheres, como a catarinense Dani Cozzarin, que conseguiu superar a DPP, com o nascimento dos gêmeos, graças a ajuda do Muay Tai.

Dani engravidou após quatro anos de tentativas frustradas, mas a felicidade foi maculada pelo falecimento dos sogros.

Após o nascimento dos meninos, ela conta que, apesar de fazer as tarefas normalmente no dia a dia, não conseguia desenvolver afeto por eles.

A depressão chegou ao ponto de fazê-la ficar três dias sem tomar banho nem trocar de roupa.

depressão pós-parto

O preconceito e o medo do julgamento alheio a afastavam de procurar ajuda, decisão que teve coragem de tomar após ter vontade de acabar com a própria vida.

O médico, então, sugeriu que ela começasse a praticar Muay Tai, e já na primeira aula ela conta que se sentiu diferente. As cinco aulas por semana fizeram bem ao corpo – que passou a ficar definido, principalmente no abdome – como na alma.

Cinco anos depois, a vida de Dani está completamente mudada, o que ela credita ao Muay Tai. Sua rotina fitness foi sendo modificada ao longo do tempo, e hoje ela faz musculação três vezes por semana, Muay Tai duas, e ainda treino funcional em casa.

O emagrecimento sem sofrimento elevou também sua autoestima. A depressão pós-parto foi embora da mesmo forma que chegou: de forma natural e sem aviso, deixando algumas cicatrizes emocionais, que estão cada vez mais curadas com o tempo.
Fonte: boaforma.abril.com.br

6 – Como é o tratamento contra a depressão pós-parto

O tratamento contra a depressão pós-parto pode ser feito de forma combinada com medicamentos ou apenas através da psicoterapia, dependendo de cada caso.

Quando há necessidade de remédios, a mamãe pode ficar tranquila porque os receitados pelos médicos não são absorvidos pelo bebê.

Mas jamais tente fazer uma automedicação, até porque pelo plano de saúde você tem acesso aos melhores especialistas.

Além dos antidepressivos e da psicoterapia, o tratamento contra DPP pode incluir ainda outras terapias aliadas, além da mudança de hábitos.

A prática regular de exercícios físicos como o Muay Tai, por exemplo, é uma delas. De acordo com um artigo publicado pelo Harvard Medical School, em muitos casos, como no da Dani, só a atividade física já é suficiente para livrar a mulher da depressão.

Por outro lado, os planos de saúde têm cobertura obrigatória para psicoterapia. De acordo com o rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora dos planos, os beneficiários têm direito a cobertura mínima de 18 sessões por ano de contrato desde que preenchidos alguns critérios.

O apoio familiar é importante, mas mais importante ainda é a mulher ter consciência de que ela precisa de ajuda, com ou sem o apoio do companheiro ou dos familiares. Afinal, é a sua vida e a dos seus filhotes que estão em jogo.

Qualquer dúvida você pode tirar com o vendedor do plano de saúde que a atendeu ou diretamente no site da ANS.

Se você ainda não tem um plano de saúde, não perca tempo. Contate um dos nossos vendedores especializados agora mesmo e comece a desfrutar dos benefícios o mais rápido possível. 

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

Recomendado para você:

Postagens mais vistas: