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6 Dúvidas dermatológicas que todo mundo precisa saber

Leitura: 8 min
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Dia 5 de fevereiro é o Dia Internacional do Dermatologista, um profissional que diagnostica e trata as doenças da pele, das unhas, dos cabelos e das mucosas. No Brasil a classe é tão forte que a Sociedade Brasileira de Dermatologia é a segunda maior do mundo, com mais de 7 mil associados. Os próprios planos de saúde, por exemplo, reúnem alguns dos melhores dermatologistas do país.

Algumas vezes é preciso que o tratamento dermatológico esteja associado ao de outro especialista. Vários problemas dermatológicos afetam a aparência, podendo causar baixo autoestima, estresse, depressão e até isolamento social.

Veja agora 6 dúvidas dermatológicas que todo mundo precisa – e muito – ficar por dentro e tratar pelo plano de saúde.

homem com as mãos cruzadas com vitiligo

1 – Portador de vitiligo pode fazer tatuagem?

De 1% a 4% da população mundial é portadora de vitiligo, conhecida como “a doença das manchas”. Ela é caracterizada pela falta ou redução drástica das células que produzem a melanina, substância que dá coloração à pele, olhos e cabelos. É causada por falha no sistema imunológico, geralmente por predisposição genética.

A doença não traz prejuízo à saúde, mas por mexer com a estética, costuma vir carregada de problemas emocionais. E é justamente por causa disso que, em tempos de internet, surge uma nova pergunta que não quer calar por conta dos desenhos tatuados de Ash Soto: quem tem vitiligo pode fazer tatuagem?

A Associação Americana de Dermatologia é taxativa na resposta negativa. Segundo os especialistas, nesse caso pode haver a migração da condição para lugares onde antes ela não existia: é o chamado fenômeno Koebner. A tatuagem, em si, é um ferimento – justamente o que as pessoas com vitiligo devem evitar, até mesmo de picadas de inseto, para que a migração não ocorra.

mulher tocando com dois dedos o lábio ressecado

2 – Herpes: é verdade que todo mundo tem o vírus?

E o polêmico vírus da herpes, será que é verdade que todo mundo tem? Bem, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, todo mundo não, mas 90%, sim. Só que muita gente não chega a desenvolver a doença.

Muitas vezes, no primeiro contato não há nenhuma manifestação clínica porque o vírus fica encubado. Em um segundo momento de baixa resistência imunológica, no entanto, ele se manifesta. Começam a ocorrer então os episódios de herpes recorrente, em situações específicas. O contágio com o vírus é feito pelo contato direto de pele e mucosa com portador da doença ativa.

Há 3 fases, prodrômica, sem manifestação visual; sintomática, com aparecimento de bolhas; e recuperação, com a formação da crista. Ela pode ser contagiosa nas 3 fases, principalmente se não estiver sendo tratada pelo dermatologista.

mulher olhando para o ombro com muitas pintas no sol

3 – E as verrugas, são mesmo lesões virais? Há vacina contra elas?

Sim, a verruga é uma lesão viral dermatológica que pode ser prevenida e tratada pelo dermatologista. Ela não causa nenhum mal e pode aparecer em qualquer parte do corpo, mas pode interferir na estética quando ocorre no rosto.

Apesar de benignas, as verrugas são lesões virais contagiosas causadas por um vírus do grupo HPV. Elas podem ser passadas através do contato com pessoas infectadas e do contato sexual.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia indica a vacina contra HPV, principalmente para meninas a partir dos 9 anos e meninos a partir dos 12, de preferência antes de dar início à vida sexual.

A vacina pode ser encontrada nas clínicas dermatológicas ou específicas de vacinação participantes da rede credenciada do seu plano de saúde.

Também é possível fazer o tratamento nos consultórios dermatológicos do plano de saúde, com a remoção através de eletrocoagulação ou cremes à base de ácido salicílico. No entanto, não use receitas caseiras ou qualquer outro produto sem a devida orientação do especialista.

mulher coçando braço na região perto do cotovelo

4 – Há tipos de dermatites psicossomáticas?

Alguns tipos de doenças de pele também podem ter fundo psiquiátrico – como a dermatite artefacta. Ela é causada pelo próprio paciente para simular uma doença ainda que o negue com veemência. As doenças psicossomáticas também têm cobertura garantida pelo plano de saúde.

As lesões costumam aparecer em locais de fácil alcance com as mãos e não melhoram com o tratamento. Também podem ser bizarras em relação aos machucados comuns e ser feitas com a ajuda de objetos, como cigarros e lâminas.

Geralmente, o tratamento só costuma surtir efeito quando, concomitantemente, é conseguido um controle psiquiátrico eficiente.

mãos de pessoas segurando as letras da palavra diabetes

5 – Diabetes também pode causar dano dermatológico?

No caso da diabetes, os danos na pele são causados por causa do alto índice de açúcar no sangue. O corpo tenta eliminar o excesso de glicose pela urina. Quanto mais a pessoa urina, mais fica desidratada, deixando a pele ressecada. Quando a pele perde a umidade, fica mais sensível a irritações, e, nos casos mais graves, lesões escamativas e rachaduras. Esses ferimentos são uma porta de entrada para bactérias, fungos e microrganismos prejudiciais ao organismo.

Para evitar essas infecções cutâneas, quem tem diabetes precisa redobrar os cuidados com a pele. Além de manter o corpo muito bem hidratado internamente, pela ingestão de 2 litros de água por dia, é preciso usar apenas produtos neutros e hidratantes corporais indicados pelo dermatologista. Evite ventos muito frios e banhos muito quentes. Qualquer alteração deve ser levada aos especialistas: dermatologista e endocrinologista.

mulher caminhando na areia beira da praia

6 – Toda micose é causada por fungo?

Causada por fungos, as micoses são de vários tipos, podendo atingir, além da pele, unhas e couro cabeludo. No entanto, há 3 tipos mais comuns. Uma delas é a pitiríase versicolor: as pequenas manchas que descamam mais comumente nos braços, pescoço, tronco e rosto raramente coçam.

As tinhas, também conhecidas como “pé-de-atleta”, podem aparecer em qualquer parte do corpo, apesar do apelido. Nas crianças, por exemplo, é comum no couro cabeludo: placas com crostas que coçam intensamente.

E há ainda as onicomicose, uma variação que ocorre nas unhas, a princípio de cor clara, mas que pode evoluir para até o descolamento da unha da pele. Em qualquer caso o tratamento deve ser feito pelo dermatologista do seu plano de saúde.

(Fontes: TatooDo, Bom Dia Minas – Rede Globo, Dermaclub, Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Piauí, Tribuna – PRVeja, Dermatologia&Saúde)

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