fbpx
Ir para o conteúdo
Bem estar

5 mitos descobertos sobre plano de saúde

Leitura: 6 min
119 visualizações

Com a saúde pública sempre tão capenga, é normal que muito se fale a respeito dos planos de saúde. As redes sociais, por outro lado, tornaram-se um meio super eficiente de disseminar inverdades. Por isso, é preciso muita atenção, porque muita coisa que se lê sobre o assunto é puro mito.

Veja agora 5 mitos sobre plano de saúde e fique atento!

1 – Plano de saúde mais caro é sempre o melhor

Mito. O melhor plano de saúde é quele que atende às suas necessidades – e, muitas vezes, ele está longe de ser o mais caro. Por isso, nunca olhe apenas o preço quando for escolher seu plano de saúde.

Faça uma lista do que você precisa: algum especialista? Reembolso? Viaja com frequência para o exterior ou não precisa de cobertura internacional? Frequenta muito o médico ou costuma apenas fazer exames preventivos de rotina? Faz questão de quarto particular ou não vê problema na enfermaria em caso de internação?

Várias opções podem baratear o plano de saúde e atender perfeitamente ao que você precisa de verdade.

2 – Coparticipação pode chegar a 100% do valor do procedimento

Esse é outro mito que tem afastado várias pessoas de uma opção super mais em conta do plano de saúde. Atualmente cada operadora é livre para escolher o valor da coparticipação, mas geralmente ela não chega sequer a 50% do valor do procedimento.

Em junho de 2018 a ANS, reguladora dos planos de saúde, chegou a publicar a Resolução Normativa 433 fixando o teto máximo da coparticipação em 40%, mas foi derrubada por liminar da ministra Cármen Lúcia, na época presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), sob alegação de que a ANS não tinha competência para tratar da questão.

Há uma regra do Conselho de Saúde Suplementar, que proíbe coparticipação de valor elevado que impeça o uso ou que caracterizem financiamento integral do procedimento. Por outro lado, no Rio de Janeiro, por exemplo, tanto o Ministério Público quanto a Defensoria Pública defendem o limite de 25%.

3 – Procedimentos estéticos são cobertos pelos planos de saúde

Outro Mito. Planos de saúde não são obrigados a cobrir procedimentos estéticos, a menos que se tratem de cirurgias reparadoras – como a colocação de próteses nos seios em casos de mastectomia, de remoção do excesso de pele após cirurgias bariátricas e outros casos cujo laudo médico ateste a necessidade médica da cirurgia.

As operadoras, no entanto, são livres para oferecerem serviços estéticos se quiserem, mas a recomendação é ficar atento ao preço, que pode ser maior do que o comumente praticado no mercado.

4 – Quem tem doença pré-existente não pode ter plano de saúde

Mito também. Qualquer pessoa pode aderir a um plano de saúde, tenha ou não doença pré-existente. Há, sim, uma única diferença: na carência a ser cumprida.

Para a medicina não é possível definir o momento exato em que uma doença começa. No entanto, é considerada doença pré-existente aquela da qual você já tem conhecimento no momento da assinatura do contrato.

No entanto, mesmo assim, se o beneficiário não tem conhecimento, ela não pode ser considerada doença pré-existente. É o caso de já haver um tumor ou a presença de qualquer outra doença silenciosa no ato do fechamento do contrato. Não há como assumir uma culpa de uma coisa que não se sabe que existe.

De qualquer forma, de acordo com a Lei 9656/1998 e diversas regulações complementares, nenhum portador de lesão ou doença preexistente pode ser recusado pelas operadoras de planos de saúde.

Mas, desde que haja o conhecimento da doença, ela deve ser indicada no próprio contrato. Doenças e lesões preexistentes (DLP) são definidas na Resolução Normativa 162 (artigo 2º Inciso 1) e sua omissão, desde que já tenha sido diagnosticada antes da assinatura do contrato, constitui fraude.

5 – Demissão faz perder o direito a plano de saúde

Esse é outro mito que ronda os planos de saúde. Qualquer funcionário tem direito ao plano de saúde da empresa em caso de demissão desde que tenha contribuído com um valor mensalmente. Se o plano de saúde for integralmente pago pela empresa, aí sim ele perde o direito.

No entanto, para ter esse direito garantido, é preciso se enquadrar em algumas outras regras. Uma delas é comunicar a sua intenção de permanecer no plano em até 30 dias a contar da data de demissão.

Assim, ele poderá ficar de 6 meses a 2 anos no plano de saúde antigo, dependendo do tempo trabalhado, passando a arcar integralmente com as despesas.

Viu como não se pode acreditar em tudo o que se fala sobre plano de saúde? Faça o seu agora mesmo e garanta sua tranquilidade no futuro!

Denise
SOBRE O AUTOR: Posts desse autor

Denise Huguet

Jornalista formada pela PUC-RJ com certificação pela Rockcontent em produção de conteúdo. Já fui repórter, redatora, editora, assessora de imprensa e apresentadora de telejornal com passagens por jornais como O Globo, O Fluminense, A Tribuna e várias instituições de pesquisa e ensino. Desde 2010 me dedico integralmente à produção de conteúdo. Portfólio: https://denisehuguet.wixsite.com/dhcomunicacao

Recomendado para você:

Postagens mais vistas:

Faça um orçamento: